quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Governador do ES critica 'antecipação' de campanha eleitoral de 2014.

Renato Casagrande Governador do Estado do Espírito Santo
Em meio ao racha no PSB sobre a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência da República em 2014, o governador Renato Casagrande (PSB-ES) criticou nesta quarta-feira (27) a "antecipação" do debate eleitoral --inclusive por membros do partido.

Casagrande disse que o debate "prematuro e precipitado" por vários partidos em torno da sucessão de Dilma Rousseff é um "erro" que pode custar caro em 2014.

"Quando declarações são precipitadas, isso também pode levar a decisões precipitadas. É fundamental que a gente possa ter um ambiente equilibrado e deixemos esse assunto para 2014", afirmou.

O governador disse que defende, dentro do PSB, que o tema seja discutido somente no ano que vem. "Não dá para, a uma distância tão longa, tão distante do alvo, você achar que hoje vai manifestar opinião e acertar o alvo em outubro de 2014."

Casagrande afirmou que, neste momento, o PSB deve "ajudar a presidente Dilma a governar o país". "Então, é muito importante que a gente tenha equilíbrio e esse tema não seja precipitado."

Na semana passada, o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) disse que Campos "não tem estrada" e "não tem proposta para o país", por isso o partido deveria apoiar a reeleição de Dilma, sem candidato próprio.

Ontem foi a vez do governador do Ceará, Cid Gomes, afirmar que o "caminho natural" da sigla é apoiar a reeleição da presidente. Cid se reuniu ontem com Dilma, por quase duas horas, no Palácio do Planalto.

Para estancar a crise causada pelas críticas de Ciro, o PSB adotou o discurso de que suas declarações foram um fato isolado e não representam um racha na legenda.

Campos disse ontem não querer polemizar com Ciro, mas reduziu a importância das declarações do ex-ministro. "Discordo da opinião dele. Essa não é a opinião do partido. Só isso", declarou.

O mesmo tom foi adotado por outros dirigentes do PSB, que atribuíram as críticas à conhecida "metralhadora giratória" de Ciro e ressaltaram que ele atacou ainda o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a ex-ministra Marina Silva, igualmente presidenciáveis.
Outros viram no gesto uma tentativa dele de agradar o PT, que aposta em um racha no PSB para ter Ciro e o irmão, Cid, governador do Ceará, no palanque de Dilma.

No campo oposto, os partidos de oposição (DEM, PSDB e PPS) apostam no aprofundamento do desgaste das relações entre Eduardo Campos e o PT como forma de desestabilizar a campanha da presidente à reeleição.

O debate sobre a sucessão de Dilma ganhou força na semana passada, quando Aécio subiu à tribuna do Senado para apontar os "fracassos" do PT --no dia em que os petistas comemoravam 10 anos de governo.

Em resposta a Aécio, o ex-presidente Lula lançou a candidatura de Dilma à reeleição no evento com os petistas e fez ataques ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dilma também criticou o governo do tucano e disse que não "herdou nada" do ex-presidente.

FHC respondeu a crítica dizendo esta semana que Dilma é "ingrata". Lula, por sua vez, disse que o tucano deveria "ficar quieto". E Ciro acusou o ex-presidente petista de estar "perdidão", descobrindo que "não é Deus".

Fonte: QuidNovi


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