O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recebeu o apoio de todas as
unidades do Ministério Público Federal no episódio em que foi acusado pelo
senador Fernando Collor (PTB-AL) de direcionamento em licitação para a compra
de iPads.
Para os procuradores-chefes das unidades do MPF nos Estados e no Distrito Federal, as acusações de Collor "não passam de tentativas vãs de retaliar e intimidar a instituição". Em nota, eles disseram que não é cabível "o abuso de prerrogativas parlamentares, objetivando enfraquecer uma instituição defensora da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, como definido na Constituição da República e reconhecido pela sociedade em geral"
Na semana passada, Gurgel explicou que a licitação não foi direcionada da aquisição de tablets para iPads. Segundo ele, o objetivo inicial da licitação era o de comprar iPads. Gurgel qualificou como "risível" a acusação de Collor. Agora, ele obteve o apoio das unidades do MPF.
"O
secretário-geral, o secretário-geral adjunto e os procuradores-chefes de todas
as unidades do MPF, diante de ataques dirigidos ao procurador-geral por sua
atuação independente em casos de grande repercussão e interesse nacional, como
visto em recentes atos praticados e discursos proferidos pelo senador Fernando
Collor, deliberaram, à unanimidade, manifestar veemente repúdio às acusações
feitas à autoridade máxima do Ministério Público brasileiro, pessoa detentora
de respeitabilidade e decoro", diz a nota.
UOL

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