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| Luiz Fux teria se encontrado com figurões petistas para conquistar a vaga de ministro do STF. |
A “mamma-iidice”, além de protetora, é sábia. Povo antigo e perseguido desde os tempos bíblicos, têm mães sofridas. Imagino as mães na tragédia do forte de Massada.
Com efeito, a “mamma-iidice” do ministro Luiz Fux teve uma alteração de pressão arterial. E, ao saber que o filho havia aceitado ser homenageado, com grande festa e cerca de 300 convidados ‘vips’ – pelo jurista e advogado Sérgio Berbudes (advogado com maior número de ações no Supremo Tribunal Federal) – percebeu o escandaloso conflito de interesses.
E deve ter lembrado das núpcias de Gilmar Mendes, com lua de mel (incluído deslocamento em automóveis da marca Mercedes-Bens), patrocinada por Sérgio Bermudes.
Do episódio fica a sensibilidade da “mamma-iidiche” e o fato de não ter transmitido isso ao filho Luiz Fux.
Continua de pé, segundo informa a jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a festa de núpcias da filha de Fux, no Copacabana Palace e com todos os desembargadores do Tribunal do Rio convidados. Afinal, a filha de Fux, com idade para prestar concurso público mas que prefere já ingressar na carreira como desembargadora (sem concurso e com salário que não é de juiz concursado e no início de carreira), quer estar com os votantes nas suas bodas.
Pano rápido. Esse tipo de episódio faz com que me envergonhe do meu querido país.
Vou repetir Cícero, num célebre discurso contra Catilina: “O tempora, o mores”. Cícero, nesse discurso, deplora a perfídia e a corrupção da sua época.
Pois bem, em outros tempos,– e no nosso Brasil–, não tínhamos um comportamento igual ao do atual ministro Luiz Fux. No popular, Fux vendeu a alma para conquistar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Procurou de José Dirceu a Pedro Stedile, sem deixar de passar pela Fiesp.
Certa vez, o ministro Vitor Nunes Leal, grande jurista, emérito processualista e cassado pela ditadura militar, foi indagado sobre a escolha de ministros para a Corte excelsa.
Depois de explicar os requisitos constitucionais Vitor Nunes Leal, com relação aos pretendentes, deixou uma lição que o ministro Luiz Fux não considerou: Não se pede e nem se oferece para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. E o escolhido não deve recursar.
Pano rápido. “O tempora, o mores”.


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