quarta-feira, 17 de abril de 2013

“É MALUQUICE”: Gurgel, sobre adiar acórdão

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não poderia ter sido mais claro, na manhã desta terça-feira 16, sobre sua posição a respeito do pedido dos advogados dos condenados na Ação Penal 470. 

Eles solicitaram o adiamento por alguns dias da publicação do acórdão do julgamento, o mais longo do Supremo Tribunal Federal, de modo a conseguirem melhores argumentos para seus recursos, à luz dos dados técnicos do documento oficial com as sentenças.

"Suspender a publicação do acórdão é maluquice, isso é maluquice. O Ministério Público tem que olhar a situação de todos os réus e dos advogados. Normalmente, é um advogado por réu. Então não vejo nenhuma dificuldade (em adiar a publicação). Nunca vi isso. É inconcebível", detonou Gurgel. Ele ainda poderá recorrer das penas que considerar abaixo da sua expectativa, mas declarou que ainda não sabe se usará esse recurso legal.

Quase ao mesmo tempo, também à entrada da reunião do CNJ, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, disse que ainda não decidiu se levará ao plenário, antes da publicação do acórdão, os pedidos das defesas dos réus.

"Não, não decidi (se levarei ao plenário). O acórdão nem está pronto. Faltam algumas assinaturas. Os ministros precisam liberar e assinar", explicou. 

Se todos assinarem hoje, o documento que detalha as condenações de 12 dos 25 réus do processo poderá ser publicado hoje. Caso Joaquim Barbosa decida esperar, o acórdão pode sair apenas na quinta.

Fonte e Fotomontagem: 247

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