Na sexta-feira 19, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou o acórdão do mensalão. O texto, que resume as 14 mil páginas do processo, inicia a última etapa do julgamento mais longo da história, com a abertura do prazo de dez dias para que os condenados recorram.
Enquanto os advogados correm contra o tempo, pelo menos 43 ações abertas como desdobramentos do processo principal espalhadas em seis Estados também ganham fôlego e incluem novos réus, até então considerados coadjuvantes, nas investigações sobre o esquema operado pelo publicitário Marcos Valério.
Na Justiça Federal de Brasília, corre a ação que bem ilustra esses processos considerados nos bastidores dos tribunais como filhotes do mensalão. A ação que começou a andar a passos largos este ano investiga a influência de Valério no Banco Central e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
A revista ISTOÉ teve acesso ao documento, que corre em segredo de Justiça.
Em mais de 300 páginas, o processo reúne dados da denúncia feita em 2010 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e documentos sigilosos enviados pelo Supremo e reunidos durante as investigações.
A ação chegou à Justiça do DF a pedido do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que alegou ter encontrado indícios suficientes durante as investigações do mensalão de que o ex-procurador da Fazenda Glênio Sabbad Guedes e seus familiares se beneficiaram diretamente do valerioduto em troca do tráfico de influência nos órgãos do governo.

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