Um time de peso declarou apoio à descriminalização da maconha no Brasil, que deve ser votado ainda neste semestre pelo STF.
No início de abril, o coletivo Marcha da Maconha SP organizou um ato em protesto ao PL 7663/10, apresentado pelo deputado Osmar Terra (PMDB/RS) e prestes a ser votado em regime de urgência na Câmara dos Deputados, que propõe a obrigatoriedade de uma nova classificação das drogas com base na sua capacidade de criar dependência, vinculando essa característica ao endurecimento das penas de tráfico.
Leia a informação de Mônica Bergamo, da Folha:
Sete ministros da Justiça assinaram carta favorável à descriminalização da maconha: Tarso Genro e Márcio Thomaz Bastos, que integraram o governo Lula, e Nelson Jobim, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira, José Carlos Dias e Miguel Reale Jr., do governo Fernando Henrique Cardoso.
O documento deve ser entregue hoje a Gilmar Mendes pelo movimento Viva Rio, que defende a medida. Fonte: 247
Mais sobre a maconha:
O movimento Viva Rio anunciou que entregará manifesto nesta terça-feira (16) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que defende a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. Segundo a entidade, sete ex-ministros da Justiça dos governos de FHC e Lula assinam o documento.
Na prática, a decisão, se favorável, poderia legalizar o consumo de drogas. É possível, porém, que sejam especificadas quais drogas e quais quantidades configuram porte para uso pessoal.
O ex-ministro da Justiça José Gregori vai entregar o documento a Gilmar Mendes na noite desta terça, anunciou a entidade.
O manifesto afirma que "cada cidadão tem liberdade para construir seu próprio modo de vida desde que respeito o mesmo espaço dos demais". "Não é legítima a criminalização de comportamentos praticados dentro da esfera de intimidade do indivíduo."
O documento foi assinado, diz a entidade, por Tarso Genro, Márcio Thomaz Bastos, Aloysio Nunes, Miguel Reale Júnior, José Carlos Dias, Nelson Jobim e José Gregori. Todos, segundo a carta, "manifestam sua posição pela inconstitucionalidade da repressão penal ao porte de drogas para uso próprio".
"O fracasso da guerra às drogas baseada na criminalização do consumidor revela a impropriedade das estratégias até hoje utilizadas. Tratar o usuário como cidadão, oferecendo-lhe estrutura de tratamento, por meio de política de redução de danos, é mais adequado do que estigmatiza-lo como criminoso", diz o manifesto.
O documento do movimento Viva Rio cita exemplos positivos de Portugal, Espanha, Colômbia, Argentina, Itália e Alemanha que têm políticas para não criminalizar o usuário.
Fonte: G1

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