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| Madura, Lula e Dilma |
Ainda nos tempos de Fernando Henrique Cardoso no governo brasileiro, o então presidente Hugo Chávez, da Venezuela, acostumou-se a telefonar até seis vezes ao dia para o Palácio do Planalto. Falava de tudo, com pedidos de apoio para projetos em comum a análises da política mundial.
O mesmo deverá acontecer com o atual presidente do país vizinho, Nicolás Maduro. Em sua primeira viagem internacional desde a chegada a poder ele escolheu o Brasil como destino.
Nesta quinta-feira 9, Maduro, ao desembarcar com o séquito típico de assessores, procurou o ex-presidente Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, para ter sua primeira conversa.
As informações sobre o conteúdo do encontro ainda não foram divulgadas, mas sem dúvida Maduro narrou aos políticos brasileiros suas agruras para superar a situação inicial de instabilidade política provocada pela apertada vitória sobre o candidato da oposição.
Neste momento, num processo lento, os votos, como queria a oposição, estão sendo recontados, mas é pouco provável que o quadro se inverta.
A presidente Dilma Rousseff receberá Maduro, conforme a agenda oficial, às 16h30 – e ambos conversarão, entre outros assuntos, sobre as parcerias das estatais de petróleo Petrobras e PDVSA, em curso.
Mas novamente será a política o principal assunto entre eles. Respeita, é certo, a posse de Madura ainda não de todo digerida pelo principal parceiro comercial venezuelano, os Estados Unidos.
Dilma poderá se dispor a ajudar na suavização dessas relações, além de entrar na costura mais direta com os governos ideologicamente próximos na América do Sul, como Bolívia, Equador, Uruguai e Argentina.
Ao contrário do que ocorreu na campanha, depois de ser empossado, no tumultuado período pós-eleitoral, Maduro arquivou o discurso bolivariano radical, repleto de provocações contra os Estados Unidos.
Ele poderá, no Brasil, confirmar essa nova fase e iniciar, depois dos percalços, finalmente o seu governo.
Neste sentido, a visita de Maduro, para ele, é de total importância, enquanto para o governo brasileiro é uma consolidação de bom relacionamento existente há décadas.
Fonte: 247

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