quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pontos polêmicos da MP dos Portos podem detonar novos escândalos no caso do Mensalão do PT

Com mudanças no texto que contrariam os interesses do Palácio do Planalto, a Medida Provisória dos Portos deverá ser votada nos próximos dias, à sombra de um prenúncio de que o governo amargará uma derrota por causa da inabilidade nas negociações. 

Líderes partidários reuniram-se na manhã desta terça-feira (7), mas a falta de jogo de cintura dos palacianos levou a um impasse.

Bomba-relógio

A MP 595, classificada pela presidente Dilma Rousseff como crucial para garantir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, corre o risco de provocar uma hecatombe nos bastidores políticos.

Com empresários do setor trabalhando intensamente para que as regras não sejam alteradas, garantindo assim a continuidade de seus negócios em um universo de pouca concorrência e excesso de demanda, a MP deve levar os palacianos a comportamento mais cauteloso, pois há apenas um canal que pode conectar a questão dos portos ao Mensalão do PT, o maior escândalo de corrupção da história nacional.

Um rico e polêmico empresário que atua no setor portuário foi um dos grandes alimentadores do caixa do Mensalão do PT. Essa cornucópia ilegal teria funcionado a partir do esquema montado por Marcos Valério, que usou suas agências de propaganda como cortina de fumaça para o derrame de dinheiro.

O enredo é tão complexo, que passa por fundos de pensão e resvala na atuação criminosa de alguns políticos em Santo André, ação que culminou com a brutal e covarde morte do petista Celso Daniel, então prefeito da importante cidade do ABC paulista. 

Se os palacianos cruzarem os braços não será surpresa alguma para os que conhecem a fundo a imundice fétida da política brasileira.

Ucho.Info

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