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terça-feira, 21 de maio de 2013

Morre diretor de "O Estado de S. Paulo"

Ruy Mesquita
O diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita, morreu nesta terça-feira (21) às 20h40, aos 88 anos em São Paulo, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês. 

"Dr. Ruy", como era conhecido, estava internado desde o dia 25 de abril, quando havia sido diagnosticado com um câncer de base de língua.

Dilma lamenta morte de diretor do Estadão:'Foi homem de convicções'

Começou no jornalismo em 1948 e foi redator e editor de Internacional em O Estado de S. Paulo até que em 1966 assumiu a direção do recém-criado Jornal da Tarde. A publicação, que foi considerada uma grande inovação na linguagem jornalística da época, fechou em 2012.

Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do 'Estado'. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. Presenciou o início da revolução em Cuba, nos anos 50, e foi homenageado pelos irmãos Castro, de cujo regime se tornou depois crítico contumaz.

Reuniu-se com militares antes do golpe de 1964, que apoiou, em nome da defesa da democracia, mas, assim como seu pai e seu irmão, também passou a criticar a ditadura, uma vez instalada. Os três lideraram uma das mais emblemáticas resistências à censura prévia, substituindo as reportagens cortadas por poemas e receitas.

Trabalhando em período integral no jornal desde 1948, Ruy dizia que a sua missão era a mesma de seu pai e seu irmão: “Manter os padrões éticos, culturais e informativos do jornal”. “Um bom jornal tem de ter, em primeiro lugar, objetividade na informação. Deve superar sua ideologia na apresentação do noticiário político, não deixando que suas opções ideológicas influam na objetividade do noticiário. Isso não quer dizer que um jornal deva ser neutro diante dos conflitos políticos e sociais. Imparcial na transmissão das noticiais, sim. Neutro nos conflitos políticos, não", afirmou.

Neto do fundador de O Estado de S. Paulo, um dos grupos mais tradicionais de mídia do País, ele comandava o jornal desde 1996, após a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto. Ruy manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação. De hábitos reclusos, dividia seu tempo entre o jornal e a casa, onde se dedicava a leituras. 

Deixa a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou a morte do diretor e afirmou que Ruy Mesquista "foi símbolo de uma geração da imprensa brasileira". "Ruy Mesquita foi um homem de convicções. Diretor do jornal O Estado de S. Paulo, criador do inovador Jornal da Tarde, Doutor Ruy – como era conhecido – foi símbolo de uma geração da imprensa brasileira. Neste momento de dor, presto a minha solidariedade à família e amigos."

O Estado de S. Paulo é o mais antigo jornal da capital paulista ainda em circulação. Além dele, o Grupo Estado, de propriedade da família Mesquita, também controla a empresa de classificados OESP Mídia, a agência de Notícias Agência Estado e as rádios Estadão e Eldorado. Segundo o ranking de 2012 da Associação Nacional de Jornais, O Estado de S.Paulo é o quarto maior jornal do país, com uma circulação de 235 mil exemplares.

Com informações da Agência Estado

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morre Margaret Thatcher,ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha e símbolo de uma era

Margaret Thatcher
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Os neoliberais perderam sua musa. Nesta segunda-feira, morreu Margaret Thatcher, primeira e única mulher a governar a Inglaterra (1979 a 1990), a "dama de ferro" foi o símbolo do neoliberalismo, que viveu seu apogeu nas décadas de 80 e 90; privatizações começaram com ela; porta-voz da família informou que Thatcher morreu "em paz", aos 87 anos, após sofrer um derrame nesta manhã
Falecimento
Durante esse período, ela privatizou várias empresas, como a British Telecom, a British Gas e a British Petroleum, que atuavam em antigos setores monopolizados pelo Estado.

A ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha morreu aos 87 anos após sofrer um derrame, conforme informou um porta-voz da família. "É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã", disse o lord Tim Bell.

Ela liderou os conservadores a três vitórias eleitorais, governando por quase 12 anos, o maior período contínuo no governo para um premiê britânico desde o início do século 19.

Suas reformas sacudiram a Inglaterra e, até hoje, provocam discussões acaloradas. Para os liberais, ela foi a mais importante primeira-ministra do século XX e restaurou a competitividade do país. Para os trabalhistas, apenas aprofundou um quadro de recessão, alto desemprego e baixo crescimento.

Em 2011, ela foi vivida no cinema por Meryl Streep, que levou o Oscar de melhor atriz no filme 'A Dama de Ferro' no ano passado. A produção, um retrato íntimo da mulher que foi ouvida em meio a um ambiente político repleto de homens, também levou o prêmio de melhor maquiagem.

Fonte: 247/Com Reuters
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