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sábado, 3 de agosto de 2013

Por que a Folha de São Paulo esconde que o presidente do CADE é sobrinho do Gilberto Carvalho?

Vinícius Marques/Gilberto
Vinícius Marques de Carvalho, o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) é sobrinho de Gilberto Carvalho, secretário do Lula e da Dilma. 

Antes de chegar ao cargo, atuava no Ministério da Justiça, comandado por José Eduardo Cardozo, um dos aspirantes à candidatura petista ao governo do Estado de São Paulo. 

De 2008 a 2011, o irmão de Gilberto Carvalho já fatura uns trocados como conselheiro do CADE. 

Antes, pasmem, foi chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, um dos feudos da família no governo petista. 

A Folha de São Paulo está dando grande cobertura ao Dossiê Petista sobre um suposto cartel de empresas para aumentar preços nas obras do Metrô paulista. 

É quem esta recebendo os dados vazados pelo CADE. Talvez seja por isso que a Folha esqueceu de informar aos leitores que Vinícius é sobrinho do Tio Gilberto, o que já coloca toda a investigação sob suspeita.

Coturno Noturno
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sábado, 29 de junho de 2013

Gilberto Carvalho não deveria falar em financiamento público de campanha

Operação suicida – O movimento do Partido dos Trabalhadores para escapar do furacão em que se transformou a crise política é uma ode à hipocrisia. Usando a tese do plebiscito como escudo, a presidente Dilma Rousseff escalou alguns dos assessores para tratar do tema.

Um dos escolhidos é o secretário-geral da Presidência,Gilberto Carvalho, que ao falar sobre o plebiscito tem destacado o financiamento público de campanha. A defesa que Carvalho faz do tema só convence os que desconhecem a história recente do País. 

Para quem não se recorda, Gilberto Carvalho era secretário municipal de Santo André, na gestão de Celso Daniel, quando o PT montou um esquema criminoso de cobrança de propinas, principalmente de empresários de ônibus.

Inicialmente, o dinheiro da corrupção deveria apenas alimentar o caixa da campanha presidencial de Lula, em 2002, mas o desvio de parte dos recursos provocou uma cizânia no partido. 

Ao discordar da destinação dada ao dinheiro, Celso Daniel arrumou alguns inimigos dentro do próprio partido e acabou covardemente assassinado, após ser sequestrado.

Antes da consumação do assassinato, Celso Daniel foi submetido a sessões de tortura, com direito à prática medieval da empalação. Fora isso, o corpo do ex-prefeito de Santo André apresentava ferimentos provocados por estilhaços de munição de arma de fogo, além de um tiro na boca, o que denota o crime de encomenda.

Por esse motivo bárbaro o petista Gilberto Carvalho não deveria empunhar a bandeira do financiamento público de campanha, pois o dinheiro imundo da corrupção de Santo André financiou parcialmente a campanha de Lula. (Confira ao final da matéria as gravações telefônicas do caso Celso Daniel)

Caixa 2 petista em Londrina

O segundo motivo para Carvalho não pegar carona na tese absurda do plebiscito repousa em Londrina, reduto político-eleitoral do secretário-geral da Presidência e interlocutor de primeira hora de Dilma Rousseff. Há anos, policiais apreenderam documentos da contabilidade paralela de campanha do PT na cidade paranaense. 

Em um dos documentos  do caixa 2 petista há vários registros de movimentação financeira, um deles curioso. Trata-se de pagamento no valor de R$ 30 mil para “Paulo B.”. Não custa lembrar que o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é integrante da cúpula do PT e tem a cidade de Londrina como reduto político.
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Em organograma sobre o esquema ilegal de campanha é possível conferir depósitos feitos em dinheiro na conta do agora deputado federal André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara.

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Duda Mendonça desmascara Mercadante

Outro escalado para defender o plebiscito – e que derruba a tese chicaneira de Gilberto Carvalho – é o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que como senador pouco ou nada fez pelo estado de São Paulo. 

Mercadante, que se elegeu ao Senado com pouco mais de 10,5 milhões de votos e apresentou à Justiça Eleitoral contabilidade irrisória, foi desmascarado pelo publicitário Duda Mendonça durante depoimento à CPI dos Correios.

Acuado por conta dos ataques de petistas que queriam livrar o partido de um escândalo ainda maior, Duda Mendonça não se intimidou com as acusações de Mercadante e desafiou o então senador a revelar os reais gastos de sua campanha ao Senado. 

A saia justa foi tamanha, que dias depois o agora ministro da Educação tentou se explicar, sem sucesso, na mesma CPI, mas o assunto foi prontamente abafado pelos aliados.

Delúbio e os empréstimos fictícios do Mensalão

Gilberto Carvalho, assim como qualquer membro do PT, não tem moral para defender o financiamento público de campanha, pois nos últimos anos o partido deixou evidente a sua volúpia pelo dinheiro ilegal do caixa 2. 

Prova maior é o escândalo do Mensalão do PT, que, além do dinheiro utilizado para a compra de parlamentares, amealhou fortunas ilegais que a Justiça preferiu não investigar.

A sanha do PT pelo dinheiro ilícito ficou comprovada em documento  assinado por Delúbio Soares de Castro e enviado ao Banco BMG, em que o petista assume a responsabilidade pelos empréstimos concedidos a empresas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

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Resumindo, o melhor que Gilberto Carvalho e seus sequazes podem fazer é sair de cena silenciosamente, antes que o mar de lama venha à tona.


Confira abaixo os principais trechos das gravações telefônicas do caso Celso Daniel, divulgadas à época com exclusividade pelo ucho.info. Em uma delas, o atual ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Ivone Santana tratam a morte de Celso Daniel com frieza.

UchoInfo
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sábado, 22 de junho de 2013

Gilberto Carvalho escolhe um culpado pelos protestos no país: a imprensa

Foto: Josiel Ferreira/QuidNovi
Incapaz de estabelecer uma interlocução entre o governo federal e os movimentos sociais, muito menos de compreender os protestos que tomam as ruas do país, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) já achou um culpado para os atos de vandalismo ocorridos durante as manifestações: a imprensa.

Na visão do ministro, o "moralismo" e o tom "despolitizado" dos meios de comunicação têm efeitos nocivos sobre os jovens que se reúnem para pedir o fim da corrupção e que rejeitam a presença de bandeiras partidárias nos protestos.

"A imprensa teve um papel no moralismo, no sentido despolitizado, um tipo de antipolítica, que leva a isso que está acontecendo. Aqueles que o tempo todo verbalizaram esse tipo de posição também têm responsabilidade por esse aspecto destrutivo que está aí, e não adianta vir, agora, celebrar essa manifestação e não se dar conta de que também eles são responsáveis por isso que está acontecendo", declarou o ministro.

A afirmação foi feita em um encontro com organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto. A imprensa não teve acesso ao evento, mas o vídeo com a fala de Carvalho foi divulgado pela própria assessoria do ministro.

O auxiliar de Dilma atacou o caráter apartidário dos manifestantes, e disse que a rejeição a essas instituições é um tipo de ditadura: "Não há democracia sem partido. Não há democracia sem uma forma de instituição. O sem partido, no fundo, é ditadura. Nós temos que ficar muito atentos a isso".

Carvalho também reconheceu que o governo teme o impacto dos protestos sobre a Jornada Mundial da Juventude, que terá início daqui a um mês, no Rio de Janeiro, e deve reunir milhões de católicos. O papa Francisco vai comparecer ao evento.

"Temos uma série de complicações e preocupações. O que está acontecendo pode ter reflexo na jornada. Farei de tudo para que a jornada dê certo. Dilma está preocupada com isso", afirmou o ministro.

A presidente Dilma Rousseff, que comandou uma reunião com ministros para avaliar o cenário nesta sexta-feira, ainda não se pronunciou sobre os protestos desta quinta-feira.

Em Brasília, os manifestantes depredaram parte do Palácio do Itamaraty, destruíram pontos de ônibus e radares eletrônicos e puseram fogo em bandeiras hasteadas em frente ao Congresso Nacional.

Fonte: QuidNovi
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Discursos canalhas e atitudes safadas

gilberto-carvalho-indios-globoOntem o ministro Gilberto Carvalho afirmou que a presidente Dilma tinha entrado em contato com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dizendo que a Polícia Federal não deveria ter cumprido a decisão do juiz da primeira instância, determinando a reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS).

“Essa desgraça dessa morte do terena, um juiz de primeira instância mandou fazer a reintegração de posse, e a presidenta falou para o ministro [da Justiça] que não devia ter obedecido. Uma operação daquelas fatalmente daria em morte. Nós não queremos isso” — afirmou Gilberto Carvalho.

Um desatino tão grande que hoje a própria Dilma se encarregou de desfalar. “Eu não discuto e nem posso fazê-lo. É decisão judicial. Não cabe a ninguém fazer esse processo de discussão. Nós sempre preferiremos processos negociais, mas cumpriremos todas as decisões judiciais”.

O governo petista administra na base de tentativa de erro e acerto. E os discursos dependem da plateia. Carvalho por ter dito que Dilma queria o descumprimento da decisão judicial por estar discursando a uma plateia repleta de índios. 

Mas Dilma pode ter negado hoje por estar diante de uma nação embasbacada com uma presidente que prega o descumprimento de decisões judiciais.

Também na base do erro e acerto foi a campanha da “prostituta feliz” e tantas outras que o governo lança ao vento. 

Não há planejamento de nada, há apenas discursos canalhas e atitudes safadas.

Blog do Clovis Cunha
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sábado, 18 de maio de 2013

Ministro Gilberto Carvalho confirma ida ao Senado.


Ministro Gilberto Carvalho
O ministro Gilberto Carvalho confirmou hoje (17) que irá ao Senado esclarecer a atuação da Secretaria-Geral da Presidência na investigação que a Casa Civil fez a respeito de Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo. 

O requerimento de pedido de informação, de autoria do líder do PSDB, senador Aloysio Nunes (SP), foi aprovado na terça-feira (14) na Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle. Rosemary foi investigada pela Operação Porto Seguro.

O requerimento pretende esclarecer a suposta atuação da secretaria para impedir que “uma sindicância – coordenada pela Casa Civil e que investigou a ex-secretária Rosemary Nóvoa Noronha – chegasse ao fim”. 

“Acho absolutamente natural que o Senado faça esse convite e vislumbro, nesse convite, uma forma absolutamente tranquila e muito positiva de esclarecer informações”, disse Gilberto Carvalho.

Ele informou, durante cerimônia da nova Diretoria do Conselho Nacional da Juventude, que a data de sua presença na comissão ainda será marcada. Segundo ele, o convite foi “democrático”, mas a informação veiculada pela revista Veja é “falsa”.

“O órgão de acompanhamento da Secretaria-Geral apenas cumpriu seu papel de correição, exatamente de zelar para que o processo instalado corretamente na Casa Civil fosse feito de modo a não oferecer alternativas que depois pudesse ser contestado na Justiça”, explicou. “Foi essa a nossa única e exclusiva preocupação”, completou.

No requerimento, o senador Aloysio Nunes argumentou que as investigações feitas pela Casa Civil da Presidência, determinada pela presidenta Dilma Rousseff, comprovaram que Rosemary usava o cargo “para traficar interesses, influenciar decisões e indicar pessoas na estrutura pública”.

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Surpresa e suspense no Planalto: Lula manda Gilberto Carvalho depor no Senado sobre Rosemary Noronha.

Sinal verde de Lula
O Planalto não esperava e foi apanhado de surpresa. Achava que Lula não permitiria que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, aceitasse depor sobre Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete em São Paulo e amiga íntima do ex-presidente, digamos assim.

O convite foi aprovado porque a base aliada está pouco ligando para as brigas entre Dilma Rousseff e Lula, que travam uma guerra de bastidores pela candidatura do PT à Presidência em 2014. 

E na terça-feira a Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado não teve problemas para aprovar um convite apresentado pelo líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, para que Gilberto Carvalho preste esclarecimentos.

O ministro será interrogado a respeito de denúncias de que a pasta que comanda teria conduzido investigação paralela para esvaziar a sindicância realizada pela Casa Civil sobre Rosemary Noronha.

LULA DEFENDE ROSE

A surpresa foi que o ex-presidente Lula, interessado em defender Rosemary, imediatamente autorizou o ministro a comparecer ao Senado, e ele já aceitou o convite da Comissão.

O assunto é extremamente delicado para o Planalto, porque Gilberto Carvalho é da ala que defende a candidatura de Lula em 2014 e está completamente marginalizado no palácio. 

A presidente Dilma e a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, esperavam que o ministro pedisse demissão depois que o Planalto “vazou” à Veja e ao Globo informações altamente negativas sobre ele. Mas Lula o impediu de sair e Carvalho obedeceu.

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário-geral da Presidência disse que considera “natural e democrático” o Congresso pedir esclarecimentos aos ministros de Estado. 

Afirmou ainda que será uma oportunidade boa de esclarecer “diversas informações falas e interpretações equivocadas decorrentes da matéria da Veja” (segundo a revista, a Secretaria-Geral da Presidência teria solicitado documentos levantados pela Casa Civil e tentado interferir na sindicância sobre Rosemary).

ATÉ ONDE CARVALHO VAI?

Ninguém sabe o que Lula vai autorizar Carvalho a dizer, mas é certo que, entre outras coisas, ele ridicularizará o suposto enriquecimento de Rosemary, apregoado pelo Planalto em diversas “notícias” vazadas para a imprensa.

O importante é que Lula se sente traído por Dilma e pelos ministros que a seguem, mas espera a hora certa para revidar. O depoimento de Carvalho, que lhe obedece cegamente, será a primeira oportunidade.

Anotem aí: Lula não abandonou nem vai abandonar Rose. O caso entre os dois terminou, mas ficou uma amizade muito forte, digamos assim. E Lula vai fazer de tudo para defender a companheira.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

O clima no Palácio do Planalto está sinistro, mas Dilma não tem coragem de demitir o ministro Gilberto Carvalho

Gilberto Carvalho
Alguns dos principais personagens da disputa que divide o governo e o PT estão no terceiro andar do Palácio do Planalto – a presidente Dilma Rousseff, sua aliada Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, e o principal representante de Lula no atual governo, ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República.

Hipoteticamente, no organograma do governo, Carvalho deveria ser o ministro mais próximo a Dilma, mas não é nem nunca foi. 

A nomeação foi imposta em 2010 pelo próprio Lula na formação do atual governo, e a então presidente eleita não teve como recusar. 

No Planalto, todos sabem que Gilberto Carvalho representa Lula diretamente e sempre prestam o máximo de atenção nas declarações deles, porque sinalizam a posição defendida por Lula.

DAQUI NÃO SAIO…

Se pudesse, Dilma já teria demitido Gilberto Carvalho. O vazamento das informações desmoralizando o ministro no caso Rosemary Noronha, através da última edição da Veja, foi uma tentativa desesperada para forçá-lo a pedir demissão. Mas Carvalho é carne de pescoço, só sai se Lula ordenar.

Agora o clima no governo ficou mesmo constrangedor. Os três vivem se cruzando no terceiro andar e na garage do Planalto. É um tal de “bom dia” e “boa tarde” para lá e para cá, numa frieza constrangedora.

Gilberto Carvalho será uma das principais testemunhas de defesa de Rosemary Noronha. É um personagem hitchcockiano, tipo “o homem que sabia demais”. Vai ser interessante vê-lo depor sobre Rose, porque Lula vai falar através dele.

E DIRCEU, COM QUEM ESTÁ?

A grande dúvida nessa briga entre as facções de Lula e Dilma é saber com que está o ex-ministro José Dirceu, que continua a ser uma figura idolatrada no PT.

Eu já sei com quem ele está, mas não vou contar agora, senão o caso perde a graça. Como dizia o genial cronista social Ibrahim Sued, “depois eu conto”.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Relatório Paralelo: MD pede informações à Casa Civil sobre operação para “salvar” Rosemary

O líder da Mobilização Democrática (MD) na Câmara doa Deputados, Rubens Bueno (PR), protocolou nesta segunda-feira (6) requerimento de informação cobrando explicações da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, sobre a elaboração de um “relatório paralelo” para sabotar a sindicância que apurou a conduta de Rosemary Noronha no governo federal. 

O “acompanhamento”, que tentava desqualificar a investigação oficial, teria sido encomendado pelo secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho (PT).

De acordo com uma série de denúncias, a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo praticava tráfico de influência em ministérios, agências reguladoras e estatais. 

Amiga íntima do ex-presidente Lula, Rosemary comandaria, segundo a Polícia Federal, um esquema de venda de pareceres, além de favorecer interesses de políticos e empresas privadas em troca de presentes e propina.

No pedido, o Rubens Bueno pede esclarecimento sobre os motivos que levaram a secretaria comandada por Gilberto Carvalho a tentar retirar da Casa Civil a apuração sobre as práticas ilícitas cometidas pela ex-subordinada de Lula. A denúncia foi feita na mais recente edição da revista Veja.

“Estamos pedindo a cópia integral do relatório e questionando de quem partiu a ordem para sua elaboração. É necessário confirmar se foi mesmo uma iniciativa única e exclusiva de Gilberto Carvalho. 

A Casa Civil precisa explicar ainda quais os motivos que levaram a secretaria-geral a realizar uma investigação paralela. Pelo que estamos percebendo, há pessoas dentro do Palácio do Planalto com medo do que Rosemary possa revelar caso sofra uma punição exemplar”, questiona Bueno.

CPI

O líder da MD também vai intensificar, nesta semana, as articulações para buscar as 171 assinaturas suficientes para pedir a instalação da CPI da Rosemary na Casa. 

O movimento para criar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os envolvidos na chamada Operação Porto Seguro – deflagrada em 2012 pela Polícia Federal – começou em dezembro do mesmo ano, mas o governo orientou, à época, os aliados a barrarem a iniciativa.

Além de reforçar a coleta entre deputados da oposição, Rubens Bueno espere conseguir apoio de aliados da presidente Dilma Rousseff. 

“Agora, esperamos conseguir apoio até da base governista, já que a presidente Dilma estaria enfrentando, dentro do Palácio do Planalto, aliados do ex-presidente Lula que querem o ‘engavetamento’ das investigações contra Rosemary”, afirma o deputado

Extraído de Ucho.Info
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Mandasse de fato no governo, Dilma já teria demitido o secretário-coroinha Gilberto Carvalho

Os desdobramentos da investigação sobre as atividades ilícitas de Rosemary Noronha colocam a presidente Dilma Rousseff em situação delicada e confirmam o que antecipou o blog. 

O dossiê sobre a "amiga" de Lula vazou para a imprensa a mando de alguém muito próximo da Presidência da República.

Chumbo trocado  

A investigação realizada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a mando da presidente, sofreu seguidos boicotes por parte do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, homem da estrita confiança de Lula, que cada vez mais se posiciona como o verdadeiro dono do governo petista.

Fosse uma mulher de pulso, como dizem alguns frequentadores das coxias políticas do Planalto Central, Dilma já teria demitido Gilberto Carvalho, que no caso em questão tentou, como ainda tenta, descumprir uma ordem da chefe maior do governo central. 

Esse imbróglio mostra de forma clara que o PT está rachado, principalmente em relação à disputa presidencial de 2014.

Caso Dilma não tome uma medida firme para punir de maneira exemplar o seu secretário-geral, ficará patente que a queda de braços entre ela e Lula terá capítulos extras e será ainda mais sórdida. Lula sonha em voltar ao poder e não tem medido esforços, nos bastidores, para que seu desejo seja notório.

Gilberto Carvalho, para quem não se recorda, foi secretário na administração do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, covarde e brutalmente assassinado por discordar do destino dado ao dinheiro das propinas arrecadadas na importante e rica cidade do ABC paulista. 

À época do crime, Carvalho foi flagrado pela polícia paulista em telefonemas cujo conteúdo é considerado até hoje como estranho, por que não afirmar que é bizarro.

A estratégia montada para o vazamento do dossiê sobre Rosemary, a Marquesa de Garanhuns, foi muito bem montado. E não foi pro acaso que o material chegou à redação da revista Veja, acusada pelos próprios petistas de ser “tucana”. Em outras palavras, o mar de lama está apenas começando e com previsão de seguidos tsunamis.

Extraído de Ucho.Info
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