Serra deve ser um dos oradores. Também devem falar o governador Geraldo Alckmin (SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Embora já anunciado como pré-candidato do PSDB ao Planalto por lideranças da legenda, Aécio sofre resistência de parte da ala paulista dos tucanos, sobretudo do grupo ligado a Serra, que já disputou a Presidência duas vezes --em 2002 e 2010.
Em entrevista nesta semana à Folha e ao UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), próximo a Serra, evitou comentários negativos sobre Aécio, mas não demonstrou grande entusiasmo por sua candidatura presidencial. Segundo ele, para ser candidato, o tucano mineiro precisa "conquistar o eleitorado de São Paulo".
Segundo tucanos, Serra viajará a Brasília no mesmo avião que levará Alckmin e FHC à capital federal. Alckmin e Serra acertaram os detalhes do voo por telefone.
Além do governador paulista, o próprio Aécio telefonou para Serra, pedindo que o ex-governador afaste a possibilidade de migrar para a MD (Mobilização Democrática) e permaneça no PSDB.
A nova sigla, fruto da fusão de PPS e PMN, foi articulada pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP), também próximo de Serra. A mudança de partido serviria para uma nova tentativa do ex-governador para disputar o Planalto.
Na conversa com Serra, Aécio indicou a possibilidade de manter o ex-governador Alberto Goldman na vice-presidência do PSDB.
UOL