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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Resenha: Guia politicamente incorreto da história do mundo

Nos últimos 10 anos pudemos assistir a reinvenção do Brasil. Se ontem éramos oprimidos pelo grande capital internacional, hoje – segundo os detentores da narrativa dominante – somos soberanos. Com isso, deixamos de lado dados incômodos e passamos a viver no mundo da fantasia narrativa.

Todos sabemos que o desemprego está em um dos seus patamares mais baixos, segundo o IBGE. O que pouca gente sabe é que o método de cálculo foi alterado, e, se usássemos o padrão da U.E. nosso desemprego ultrapassaria os 20% (desde 2003 diga-se).

Todos sabemos que o grande governo popular pagou nossa dívida com o F.M.I.. O que pouca gente sabe é que nossa dívida externa aumentou em quase US$ 100 bilhões nos últimos 10 anos, sendo que a dívida pública federal ultrapassou R$ 2 trilhões! 

A tudo isso soma-se o fato de o Brasil ter despencado em rankings internacionais de educação, infraestrutura e qualidade de vida.

Nenhuma dessas omissões é gratuita. Essa estratégia tem a intenção de calar a voz do opositor, negando-lhe participação na narrativa da história, afinal, quem é que vai fechar os olhos para os INEGÁVEIS avanços da última década? Inegáveis? É aí que está a importância da saga dos “Guias politicamente incorretos da história” de Leandro Narloch.

Quando Narloch lançou o “Guia politicamente incorreto da história do Brasil” conseguiu irritar muita gente. Resgatou, por exemplo, o grande sociopata Luis Carlos Prestes, que com sua “Coluna Prestes” deixou rastros de destruição, estupros e assaltos por onde passou. Além do assassinato ordenado por ele de uma garota de 16 anos.

Zumbi? Tinha escravos, capatazes e mandava assassinar quem não aguentasse viver no Quilombo dos Palmares.

Luta armada? Nenhum grupo guerrilheiro tinha o objetivo de lutar pela democracia. E em pelo menos 14 organizações era explícito, em seus estatutos, o desejo de um regime ditatorial de partido único.

Com o “Guia politicamente incorreto da história da América Latina” o embaraço ficou com a revelação de que o caudilho Perón era pedófilo, logo ele, o avô do kirchnerismo. Foi divertido descobrir que o Brasil também possuía os seus peronistas.

Todas as passagens dos livros são referenciadas com fontes e contexto histórico. Diminuir a importância do livro pelo fato de o autor não ser historiador tem nome: canalhice.

Guia politicamente incorreto da história do mundo

De Galileu a Gandhi, da Revolução Industrial a Maio de 68, o autor elege bem os mitos influentes contra os quais lutará. As narrativas contra as quais Narloch se insurge são bichos-papões consolidados que engolem os alunos brasileiros.

Nessa insurgência opera uma lógica elementar, que passo-a-passo encadeia elementos no tempo-espaço e demonstra a conexão causal dos fatos narrados, demolindo os Frankensteins históricos.

Ao listar bizarrices dos regimes comunistas, o livro encontra uma de suas boas vocações, a de ser amplificador do terror que milhões de seres-humanos sofreram na mão dos tutores da humanidade. Sem precisar argumentar, os fatos são de uma claridade atroz.

O livro expõe casos de ditaduras africanas sem deixar de lado seu contexto anterior de colonialismo e escravidão, mas deixa de dizer que muito colonialismo e muita escravidão ocorreu sem a participação dos europeus, lista absurdos de ditadores reais e mostra que a destruição da África também possui a digital de líderes africanos.

Justapõe as expectativas de vida antes e depois da Revolução Industrial, constata o aumento, e pra quem sabe ler números, demonstra que a qualidade veio junto com a quantidade, conclui acertadamente que a mecanização foi a melhor coisa que poderia ter acontecido aos pobres.

Lista o número de pessoas a quem a comida com fitofarmacêuticos alimenta hoje, para mostrar quanta gente estaria faminta caso o mundo ainda dependesse da agricultura orgânica familiar. Sem contar a quantidade de árvores salvas devido a grande produtividade por hectare comparado.

Arrola fundamentais coincidências na linguagem sobre o Estado nos textos nazistas e comunistas para expor semelhanças entre os dois.

E assim por diante, em operações resultantes de um penoso trabalho de pesquisa, o livro termina sendo um incômodo para quem se propõe a combatê-lo.

Como sempre ocorre quando o epíteto “politicamente incorreto” é usado, a reação dos “politicamente corretos” confunde apreço histórico com militância sem visão amparada na luta de classes. O livro apresenta versões marginais da história, que explícita os interesses dos poderosos marxistas culturais.

Daí se conclua que o livro deva ser motivo de interesse. Pelo talento narrativo do autor, deve incomodar um tipo bem conhecido nosso, o do intelectual comentarista de portais da internet.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Senado aprova dedução de gastos com livros didáticos no Imposto de Renda

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou hoje (4), em caráter terminativo, projeto que permite a dedução no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de gastos com a compra de livros didáticos ou técnicos – tanto para o titular da declaração quanto para seus dependentes. 

O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados, sem ter de passar pelo plenário do Senado.

O abatimento dos valores gastos com a compra de livros didáticos ou técnicos só vale para pessoas físicas, que terão de comprovar que o tema do material é coerente com a atividade educacional ou profissional da pessoa em questão ou de seus dependentes.

Os senadores rejeitaram, porém, projeto com características semelhantes que permitia deduzir do IRPF pagamentos feitos a profissionais de estabelecimentos de atividade física após recomendação médica (com fisioterapeutas ou professores de educação física, por exemplo). 

Segundo os parlamentares, apesar dos benefícios dessas atividades, não há justificativa para o abatimento dos valores pagos na base de cálculo do Imposto de Renda.

Também hoje a CAE aprovou, em caráter terminativo, projeto que isenta pessoas com deficiência auditiva do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis. O projeto também segue para a Câmara.

Em relação à isenção do IPI, o benefício, diretamente ou por meio de representante legal, já é permitido a pessoas com deficiência física, visual, mental e a autistas. 

Para o autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), o objetivo da aprovação foi garantir a isonomia – uma vez que a possibilidade existe para pessoas com outros tipos de deficiência.

Agência Brasil
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