Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Digitais no gravador

A bancada do PMDB na Câmara saiu da ameaça para a prática e se rebelou contra o Palácio do Planalto, mas quem vai pagar o pato é a segurança da Casa. 

É que durante a tensa reunião da bancada fechada para a imprensa e o público no plenário das comissões, foi encontrado pelos deputados peemedebistas um gravador escondido. 

Há quem aposte que algum dedo duro queria vazar a reunião e não teve coragem de levar o plano à frente devido ao clima quase belicoso que contagiou toda a bancada.

A movimentação do presidente da Câmara Henrique Alves desde seu discurso no inicio dos trabalhos legislativo e do líder peemedebista, Eduardo Cunha, estão sendo observadas com lupa pelo Palácio do Planalto que já avisou que não aceita pressão e que o partido já foi muito bem contemplado.

A segurança já mandou periciar o gravador para pegar as digitais do “tal” esperto.

Blog do Mino
Leia mais...

sábado, 7 de setembro de 2013

Hackers invadem site do PMDB e deixam mensagem sobre 7 de setembro

O site do PMDB foi invadido por hackers do grupo Anonymous Brasil na noite desta 6a feira (6.set.2013). No lugar, deixaram um vídeo com uma convocação para os protestos de 7 de setembro e críticas aos governos estaduais do Rio e de Pernambuco, que restringiram o uso de máscaras durante manifestações.

O PMDB reagiu rápido e tirou o site do ar poucos minutos depois. Veja como a página ficou durante o ataque:

O vídeo divulgado pelos hackers continua disponível no Youtube. Imita a linguagem visual utilizada no filme V de Vingança, sobre a história de um anarquista revolucionário que usa uma máscara do conspirador católico britânico Guy Fawkes (1570-1606).

Na tela, uma figura com a máscara inspirada em Guy Fawkes, que se tornou um hit nos protestos de junho, afirma que governos estaduais estariam priorizando a repressão ao direito de se manifestarem, ao invés de colocarem em pauta as reivindicações dos protestos “por melhoria das condições sociais e moralidade política”.

O vídeo condena a prisão de jovens do movimento black bloc no Rio, nesta semana, e cita expressamente o governador Sérgio Cabral (PMDB). “Nossa polícia é militarizada e treinada para o confronto. Em vez de nos intimidar, devia nos proteger de grupos infiltrados, como acontece nos países democráticos”, diz a figura mascarada no vídeo.

Ela aponta uma “desmoralização orquestrada pelos detentores do poder para desmoralizar o movimento e colocar a sociedade contra nós”.

Cabral é o único político citado nominalmente. Há também uma referência indireta à presidente Dilma Rousseff. “Não queremos um pronunciamento vazio da presidenta, queremos mudanças”, diz a pessoa, sobre o pronunciamento feito nesta 6a feira por Dilma.

Há também críticas à absolvição, pelo plenário da Câmara, do deputado federal Natan Donadon (ex-PMDB), de Rondônia, com destaque para a alta abstenção de congressistas na sessão que decidiu sobre a cassação do mandato de Donadon. 

“Os 104 deputados que estavam na sessão e optaram por não votar na sessão de Donadon fazem parte das quadrilhas que estão hoje instaladas no poder”, diz o vídeo.

“Ao mesmo tempo em que criminalizam as nossas máscaras, os deputados se escondem sob a máscara do voto secreto”, afirma o manifestante. 

Assista ao vídeo.





Blog do Fernando Rodrigues
Leia mais...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Lula e Renan refazem a aliança PT-PMDB

Renan Calheiros/Lula 
Dois caciques da política, o ex-presidente Lula e o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), chamaram para si uma missão espinhosa e delicada. 

Os dois assumiram o compromisso de juntar os cacos da aliança entre PT e PMDB, que quase ruiu depois dos protestos de junho, sedimentando o caminho para a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O primeiro gesto foi dado na última terça-feira, quando, em passagem por Brasília, Lula fez questão de visitar Renan, acompanhado de vário senadores dos dois partidos, como Wellington Dias (PT-PI), Jader Barbalho (PMDB-PA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC) e Romero Jucá (PMDB-RR), além governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT.

A iniciativa visa reconstruir a confiança, num momento de tensão entre os dois partidos. Recentemente, setores do PT, liderados pelo governador gaúcho Tarso Genro, chegaram a propor o rompimento da aliança com o PMDB. 

Peemedebistas também ficaram incomodados com a presença do ministro Gilberto Carvalho, numa manifestação contra o governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro. 

E a desconfiança recíproca cresceu diante da movimentação do PMDB da Câmara, especialmente do líder Eduardo Cunha, em ações que contrariam o Palácio do Planalto – sem contar, é claro, com a aprovação do orçamento impositivo.

A relação se esgarçou a tal ponto que o próprio vice-presidente Michel Temer, orientado pelo ex-ministro Eliseu Padilha, chegou a redigir uma nota sinalizando o fim da aliança que reelegeu Lula em 2006 e elegeu a presidente Dilma em 2010.

Ciente do papel do PMDB, Lula encontrou em Renan o interlocutor ideal para reconstruir a ponte e sedimentar o caminho para a reeleição da presidente Dilma, em 2014. 

Os dois combinaram novas conversas, que passam, inclusive, pela discussão de palanques e alianças regionais. Um primeiro reflexo, por exemplo, pode acontecer no Pará, onde o ex-deputado Paulo Rocha, do PT, desistiria para apoiar o filho de Jader Barbalho, Helder Barbalho. 

No Distrito Federal, onde Tadeu Filipelli, atual vice-governador, cogitava sair para disputar o Buriti, será amarrado seu apoio a Agnelo. E assim será feito em vários estados – mesmo nos mais delicados, como o Rio de Janeiro, onde Lindbergh Farias enfrenta o PMDB, ou na Bahia, onde Geddel Vieira Lima desafia o PT.

Independentes

Como fiador da aliança PT-PMDB, Renan já atrai a ira de um grupo de senadores que se define como os "independentes". São paralamentares como Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE), Pedro Taques (PDT/MT), Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), Ana Amélia (PP/RS), Aloysio Nunes (PSDB/SP), Álvaro Dias (PSDB/PR), Cristovam Buarque (PDT/DF) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP), que têm se reunido para discutir formas de colocar cascas de banana no caminho do presidente da casa.

Há suspeitas até de que esses parlamentares ajudariam a estimular, nas redes sociais, o movimento "Fora, Renan". E que provavelmente não existiria se Renan estivesse levando o PMDB para uma aliança com outras forças políticas.

Brasil 247
Leia mais...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PT e PMDB, um casamento que já chegou ao fim

Maiores aliados no Congresso Nacional, o PT e o PMDB caminham hoje para um rompimento inevitável. 

Mesmo com a reafirmação pública, de líderes de ambos os lados, de que a parceria será mantida em 2014, a chance de se repetir a chapa formada pela presidente Dilma Rousseff e o vice – além de presidente do PMDB – Michel Temer é cada vez mais remota.

Os próprios partidos se mostram divididos: ao mesmo tempo em que o presidente do PT, Rui Falcão, reafirma em nota que a aliança do PMDB é "prioritária", assim como a reedição da chapa de Dilma e Temer nas próximas eleições, o petista Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, acredita que a parceria já é mais problema que solução e que já deu o que tinha que dar.

O mesmo ocorre com o PMDB. Michel Temer, que como presidente da legenda, também já confirmou parceria com os petistas para 2014, vem sendo cobrado por parlamentares do partido e já viu declarações públicas contra o governo de peemedebistas insatisfeitos, como o líder na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), sempre disposto a ir contra o que pensa o Planalto.

De um lado, o PMDB enxerga desprezo da presidente Dilma pelo Congresso e pelos aliados. Prova disso é um questionário elaborado pelo partido a fim de colocar no papel as insatisfações de seus filiados e avaliar se a aliança com os petistas vale realmente a pena ou não. Já o Planalto enxerga uma relação política que custa caro demais ao País.

Exemplo claro é a indicação, pelo PMDB, do ministro Moreira Franco para a Secretaria Nacional da Aviação Civil. Como tem divulgado o 247, Moreira Franco vem demonstrando uma relação perigosa com a empreiteira Odebrecht, para a qual já liberou um aporte de R$ 1 bilhão e onde seu filho já foi de trainee a diretor num período de cinco anos. 

Além disso, o edital elaborado pela pasta para a concessão de aeroportos deve favorecer a companhia, como avalia o colunista da Folha de S.Paulo Janio de Freitas.

Há ainda as pressões do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Numa entrevista à Folha de S.Paulo, Alves defendeu sem pudores o corte de 14 pastas no governo, proposta que foi vista com muito maus olhos pela presidência. 

Em conversa a portas fechadas com o ex-presidente Lula, em Salvador, Dilma se mostrou bastante insatisfeita com o comportamento do "aliado".

Um provável motivo para que a relação entre os partidos tenha esfriado é a desconfiança de traição, por ambos os lados. O PT desconfia que o PMDB tentará tirar tudo o que pode dessa aliança para, no fim, trair o partido apoiando o tucano Aécio Neves. 

Na outra ponta, o PMDB desconfia que o PT pode se aproximar de alianças mais à esquerda, a exemplo do PSB, de Eduardo Campos.

A questão é que, mesmo que alguns membros acreditando que a aliança entre PT e PMDB ainda vale a pena, a relação já desgastou.

Brasil 247
Leia mais...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Dilma sem o PMDB: é um risco ou oportunidade?

Desde a redemocratização, em 1985, todos os presidentes da República eleitos direta ou indiretamente governaram com o apoio do PMDB. José Sarney, ex-presidente da Arena, dividiu, na prática, sua gestão com os peemedebistas liderados por Ulysses Guimarães. 

Até Fernando Collor, do oposicionista PRN, teve num dos fundadores do partido, Bernardo Cabral, seu ministro da Justiça. O vice collorido, Itamar Franco, procurou estabilizar sua gestão de tempo reduzido com senadores peemedebistas em seu primeiro escalão. 

E o sucessor Fernando Henrique Cardoso obteve o direito à reeleição com o apoio da legenda. Lula, em seguida, investiu, decididamente, em abrir espaço para o partido dentro de seus dois governos para ter maioria no Congresso.

A presidente Dilma Rousseff seguiu pelo mesmo caminho. Hoje, tem cinco ministros que são do PMDB. A pergunta é: Dilma tem mais a perder ou a ganhar caso haja mesmo um rompimento entre o partido e seu governo?

À primeira vista, governar sem o PMDB é cortejar a ingovernabilidade. Com 20 senadores e 77 deputados federais, além de cerca de mil prefeitos e cinco governadores de Estado, o partido gosta de se posicionar no centro partidário.

Dessa posição, ora pende para a esquerda, ora se inclina para a direita. Deter posições de mando é seu norte principal. Dono das presidências da Câmara e do Senado, com Henrique Alves e Renan Calheiros, tem no vice-presidente Michel Temer o maior símbolo de sua participação no apoio à eleição e à gestão Dilma.

CALVÁRIO NAS VOTAÇÕES - Mas é igualmente verdade que governar com o partido como aliado tem sido, para a presidente Dilma Rousseff, um calvário. A cada votação importante, as negociações se tornam mais difíceis, a exemplo da extenuante aprovação da MP dos Portos, no início de junho, quando os votos do partidos foram arrancados na base do toma-lá-dá-cá da troca de apoio por emendas orçamentárias.

Agora, o líder da legenda, Eduardo Cunha, anuncia que vai apresentar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar a 20 o número de ministérios. A novidade foi anunciada na segunda-feira 29, um dia após a presidente declarar que não pensa em reduzir o tamanho do seu primeiro escalão de governo. Trombada de frente.

Ao mesmo tempo, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Eliseu Padilha, faz um dossiê com questionários respondidos por parlamentares do partido, que apontam para o desejo de mais espaço na adminitração federal ou, caso não haja disposição, uma debandada em apoio ao presidenciável Eduardo Campos, do PSB. Nesse quadro, o vice Michel Temer mantém um silêncio que fala alta para aumentar as tensões.

TEMPO NA TEVÊ - A esquerda do PT já se manifestou, em termos duros, a favor do rompimento do partido com o PMDB, mas até agora a presidente Dilma mantém sua posições fechada em copas. Entre os mais próximas, ela avalia se seria possível governar sem o partido. 

As perdas nas tramitações do Congresso poderiam ter um efeito eleitoral positivo, em 2014, com a presidente exibindo a imagem de independente. De todo modo, mesmo com o PMDB dentro da base, nenhuma votação mais é tranquila para o governo, especialmente depois que o líder Cunha venceu na bancada a eleição para o cargo. A tensão só aumenta.

No entanto, tomar de volta todos os cargos entregues ao PMDB pode ser traumático para administração, que sofreria muitas trocas em posições estratégicas. Ao mesmo tempo, perderia-se o precioso tempo do partido no horário eleitoral gratuito, ajudando diretamente a oposição. 

A ida do PMDB para Campos, pura e simplesmente, pode, até mesmo, viabilizar de uma vez o lançamento da candidatura do governador de Pernambuco, constituindo uma oposição conservadora a Dilma e estabelecendo, em definitivo, a alta probabilidade de um segundo turno na eleição presidencial. 

FIEL DA BALANÇA - É exatamente por seu papel de fiel da balança da política que o PMDB, a todo momento, joga com o peso de sua estrutura para obter os benefícios que o voraz apetite de seus quadros exige.

O dilema da presidente é grande. Nenhum governante, após a redemocratização, como se viu, conseguiu trabalhar sem ter o PMDB ao seu lado. Mas, neste momento, é o próprio partido, com seu aguçado senso de sobreviência, que faz movimentos ameaçadores para romper o acordo.

Esse estica e puxa pode durar até 2014, quando, necessariamente, terá de ser resolvido. Se já estiver desconfiada de que o PMDB, na hora "H", irá abandoná-la, por que Dilma não dá o primeiro passo e procura fugir da cova de leões em que se encontra? Ela é capaz de escapar sem se ferir – ou morrerá devorada politicamente?

Essa é a pergunta que, neste momento, não quer calar nos bastidores do governo.

Na posição da presidente, você contemporizaria com o PMDB ou mandaria o partido às favas?

Brasil 247
Leia mais...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Recomendação do PMDB para reduzir ministérios constrange Planalto

A recomendação feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), à presidente Dilma Rousseff de reduzir imediatamente de 39 para 25 o número de pastas causou forte constrangimento ao Palácio do Planalto. 

Auxiliares mais próximos de Dilma ficaram surpresos com o gesto.

O PMDB já tinha feito essa proposta, mas o governo não esperava uma entrevista do presidente da Câmara, como a que foi publicada pela Folha de São Paulo. 

Principalmente porque, segundo auxiliares, o próprio vice-presidente, Michel Temer, apresentou pedidos de cargos para acomodar peemedebistas. 

Com o constrangimento de hoje, ficam congeladas as consultas para a redução de pastas e para reforma ministerial.

Já integrantes da cúpula do PMDB são diretos ao explicar as declarações de Henrique Alves: a estratégia é devolver ao Palácio do Planalto a agenda negativa depois da onda de protestos que tomou conta do país recentemente. 

Os aliados estavam incomodados com a estratégia de Dilma de jogar para o Congresso Nacional o desgaste das manifestações ao propor o plebiscito da reforma política como resposta aos protestos.

Blog do Camarotti
Leia mais...

domingo, 14 de julho de 2013

Planalto identifica o desembarque do PMDB do palanque de 2014

Michel Temer
O Palácio do Planalto já faz uma avaliação realista do cenário político de 2014: está cada vez mais difícil a presença do PMDB no palanque da reeleição da presidente Dilma Rousseff. 

Interlocutores de Dilma já admitem que o PMDB começou a debandada em busca de uma outra alternativa eleitoral. 

E que o vice, Michel Temer, não tem o poder de segurar o desembarque do partido.

Isso fica claro na nova postura que o PMDB adotou no Congresso Nacional, principalmente na Câmara. Como o Planalto, o PT também considera improvável a permanência do PMDB na base governista. 

Ao Blog, um ministro petista foi ainda mais enfático: os peemedebistas trabalham para desestabilizar o governo Dilma. 

Diante disso, a constatação pragmática é que será preciso encontrar novos aliados preferenciais para o próximo ano.

Em tempo: O ex-presidente Lula tem procurado o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Do Blog do Camarotti
Leia mais...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uso indevido de aviões da FAB vazou para retaliar o PMDB, que é contra o plebiscito

Tudo combinado – O uso indiscriminado de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades sempre foi de conhecimento do governo federal, que há muito finge não saber por mero interesse político. 

No governo de Luiz Inácio da Silva, o assunto veio à baila por iniciativa do então deputado federal Gustavo Fruet, atual prefeito de Curitiba. 

Requerimentos sobre o uso das aeronaves da FAB foram protocolados na Câmara dos Deputados, mas o assunto caiu na vala do esquecimento por força de pressão oficial.

Assessores mais próximos da presidente Dilma Rousseff sempre souberam dos abusos cometidos por políticos em relação ao uso de jatos oficiais, mas até agora o silêncio obsequioso foi decorrente da necessidade do governo de manter a base aliada supostamente intacta.

Com as recentes manifestações populares e o posicionamento do PMDB contrário ao plebiscito proposto por Dilma Rousseff, o assunto veio à baila de forma proposital. 

O objetivo era retaliar o principal partido da base aliada, além de passar à opinião pública a sensação de retidão que inexiste em um governo adepto do escambo político. 

Não foi por acaso que somente três integrantes da cúpula do PMDB (Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves e Garibaldi Alves Filho) foram flagrados na transgressão. E o troco será dado no Congresso Nacional, durante a votação de matérias de interesse do governo.

A queda de braço entre o governo e o PMDB está apenas começando. Dilma é estreante nesse tipo de briga e a tendência é que os palacianos percam a disputa, que deve se acirrar ainda mais nos bastidores.

Em jogo estão as eleições de 2014, quando nenhum partido aceitará subir no palanque carregando o entulho da corrupção, do desmando e da inoperância.


Declaração de Renan confirma notícia sobre retaliação ao PMDB no caso dos aviões da FAB

Chumbo trocado – O fato de notícia sobre o uso indevido de aviões da FAB por parlamentares e autoridades ter vazado para retaliar o PMDB foi confirmada no plenário do Senado Federal, na segunda-feira (8). Não se trata de defender os transgressores, mas de mostrar o grau de sordidez que impera na política nacional.

Na última semana, três peemedebistas foram alvo de notícias sobre o tema: Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, e o ministro Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social. 

Todos usaram aeronaves da Força Aérea Brasileira para fins particulares, o que é proibido por lei.

Renan Calheiros, que usou um avião da FAB para ir de Maceió a Porto Seguro e acabou obrigado a devolver ao erário R$ 32 mil, declarou total apoio ao requerimento do senador tucano, o que classificou como absolutamente necessário. 

Renan justificou dizendo que os voos da FAB são financiados com o dinheiro público e que a população tem o direito de saber dos detalhes.

O vazamento das informações sobre as viagens dos três peemedebistas foi a forma encontrada pelo governo para retaliar o partido, que no Congresso trabalha contra a realização do plebiscito para a reforma política, assunto que Dilma tem insistido.

A manifestação de Renan Calheiros mostra que o PMDB comprou a briga proposta por Dilma Rousseff, que para responder às roucas vozes das ruas tenta colocar os aliados no olho do furacão. 

Uma decisão equivocada que pode custar muito caro ao Palácio do Planalto, pois nessa queda de braço quem tem mais a perder é a presidente.

Ucho.Info
Leia mais...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Temer trabalha contra presidente Dilma na reforma política

Cresce no governo a sensação
de que vice tem jogado contra - 
AE
Recuo do vice sobre plebiscito ocorreu após falar com a presidente, que estava em Salvador, pelo telefone.

As idas e vindas sobre a reforma política e sobre a realização do plebiscito explicitaram a falta de sintonia entre a presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, que tem trabalhado contra a proposta anunciada pelo governo federal como uma das respostas às manifestações realizadas nas principais cidades. 

A sensação ganhou mais força na semana passada, quando o vice-presidente deixou claro que não havia sido consultado sobre a proposta de criar uma constituinte específica para a reforma política.

Constitucionalista, Temer considerou a proposta conflitante com a Constituição Federal, declaração que contribuiu para inflar as críticas contra Dilma e fazê-la recuar.

Mesmo assim, Temer foi além, ao se reunir com líderes da base na Câmara para discutir a proposta de Plebiscito e, ao final, dizer que era "temporalmente é impossível" fazer um plebiscito para alterar as regras da política já para as eleições de 2014.

A declaração rendeu ao vice-presidente um telefonema da própria presidente Dilma Rousseff que estava em viagem à Salvador. 

Após a ligação, a assessoria divulgou nota na qual Temer diz que essa posição relatada por ele expressava a “opinião de alguns líderes da base governista na Câmara”. A assessoria do vice-presidente não confirma, no entanto, o telefonema.

Enquanto Temer reunia-se com a bancada, a tentativa de reafirmar a posição do Planalto de realizar o plebiscito o quanto antes era a tônica dos petistas que também estavam reunidos na sede do partido.

Nos bastidores, no entanto, tanto o PMDB, quanto o PT estavam atrás de uma “saída honrosa” que não significasse um novo recuo do governo em relação às propostas apresentadas por Dilma. 

A presidente precisou rever a ideia de formar uma constituinte específica para a reforma política. Para isso, as alegações combinadas seriam justamente a de não haver tempo hábil para se realizar o plebiscito. 

Além de não ter contribuído para reforçar os anúncios feitos pela presidente, Temer não tem cumprido sua tarefa de segurar o PMDB em nome da aliança prioritária para reeleição de Dilma Rousseff. O desgaste de Temer perante a bancada na Câmara tem tornado essa função cada vez mais árdua,

De um lado, Temer sofre pressão de Dilma para dar conta do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, que, em muitas ocasiões, tornou-se pedra no sapato do governo. 

De outro, Temer é alvo de insatisfação da bancada da Câmara que, de forma muito mais frequente, o acusa de resolver seu próprio problema em detrimento dos interesses dos deputados do partido.

Temer, por sua vez, tem evitado chamar Cunha para conversas em seu gabinete, como já fez em momentos críticos. Um exemplo foi quando o líder se movimentava para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras.

O vice-presidente tem optado por usar a interlocução muitas vezes feita pelo próprio presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, ou pelo presidente do PMDB, senador Valdir Raupp.

Um peemedebista da Câmara, em reservado, acusa o vice-presidente de nenhuma interlocução com a bancada e por isso sem condições de “entregar a mercadoria que promete” ao Planalto.

A insatisfação mútua entre Planalto e PMDB também ficou evidente em um jantar há três semanas oferecido pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. 

Essa insatisfação da bancada também tem como motivação a demora da presidente Dilma em liberar emendas ao Orçamento deste ano apresentadas pelos parlamentares da base e com o que chamam de “insensibilidade” do Planalto para receber líderes da base. Peemedebistas da Câmara reclamam que de nada tem adiantado para o partido ter a vice e ser o aliado prioritário.

Dilma, após as manifestações, prometeu e tem se esforçado para adotar uma postura mais aberta. Ela recebeu líderes de partidos da base, mas choradeira pela liberação das emendas ainda é geral e se transformou em fator de união dos peemedebistas da Câmara que encontraram no líder Eduardo Cunha um porta-voz das insatisfações.

Essa insatisfação já foi manifestada diretamente ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no jantar, onde estavam presentes os líderes do PT, José Guimarães, do PMDB, Eduardo Cunha, e o vice-presidente da Câmara, André Vargas.

O tom não foi afável. Com todas as letras os peemedebistas deixaram claro para o PT e para o governo que o clima não é tranquilo. Um dos presentes chegou a dizer que caso o Planalto não “desça do pedestal”, após o recesso marcado para julho, a relação da bancada peemedebista na Câmara com o governo “tende a explodir”.

Último Segundo
Leia mais...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PMDB sai em defesa da redução de ministérios.

"Reunião Ministerial"
Pressionada também pela voz das ruas e tentando se posicionar diante dos protestos, a Executiva Nacional do PMDB se reuniu ontem para fechar posição única sobre as respostas às manifestações. 

A principal proposta levada por integrantes do partido ao encontro foi a redução do número de ministérios na Esplanada, assim como a oposição vem sugerindo. 

Ao contrário dos adversários políticos, entretanto, o PMDB terá de cortar na própria carne para que a sugestão seja acatada e, ainda ontem, já colocou seus cargos à disposição por meio de nota divulgada pela bancada da Câmara. 

Postura que deixa o governo federal isolado e cria uma saia justa para a presidente Dilma Rousseff.

Sem se identificar, peemedebistas admitem querer jogar de volta para o Executivo a “batata quente” lançada ao Congresso tanto com os cinco pactos quanto com a proposta de plebiscito enviada ontem por Dilma. 

“Fim do voto secreto, mesmo que nós concordemos, é uma saia justa que ela criou para o Congresso”, afirmou um integrantes da Executiva do partido. 

Na avaliação de integrantes da legenda, foi a própria presidente quem criou essa animosidade por ter adotado, ao longo de todo o governo, postura de pouco diálogo.

O vice-presidente da República, Michel Temer, admitiu que a redução do ministeriado seria positiva. “É uma decisão exclusiva, segundo a Constituição, da presidente da República. Acho que se a presidente puder reduzir e achar que deve reduzir, não é inútil.” 

Ainda assim, o assunto não é consenso entre seus correligionários. Um graúdo peemedebista classificou a sugestão como “hipócrita”. O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, que acabou de assumir o cargo para atender os interesses da base no Congresso, não quis responder o que achava sobre o assunto.

Fim da reeleição

Outros temas espinhosos estavam na pauta do PMDB. Há divergências sobre a realização do plebiscito e o presidente em exercício da legenda, Valdir Raupp, defende o fim da reeleição. 

“Como todo partido grande, há divergências, mas a maioria seria favorável ao mandato de cinco anos sem reeleição. Eu mesmo sou favorável para prefeito, governador e presidente da República”, disse. 

Sobre plebiscito, ele disse não haver tempo hábil para aprovar para as eleições de 2014. Ele é a favor de já se realizar uma consulta até setembro, com o que o Congresso conseguir consolidar até lá.

Antes da reunião da Executiva, a bancada do partido na Câmara se reuniu e soltou nota criticando o plebiscito proposto por Dilma. “Não há tempo hábil de se votar nenhuma medida a não ser que seja consenso para 2014. E dificilmente uma proposta que dependa de Emenda Constitucional terá consenso”, afirmam na nota. 

Eles se posicionaram pela realização da consulta popular em 2014. A portas fechadas, até a aliança com o PT foi questionada. O encontro não havia terminado até o fechamento desta edição.

Correio Brasiliense
Leia mais...

sábado, 1 de junho de 2013

PMDB ameaça dar apoio a Campos nos Estados onde a aliança com o PT patina

Dilma/PMDB/Eduardo Campos
O estremecimento da relação entre PT e PMDB no Congresso reflete e contamina a formação de palanques estaduais que darão sustentação ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. 

Apesar da entrada do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e da própria petista na costura de alianças regionais para 2014, peemedebistas resistem a se aliar ao PT em Estados estratégicos e ameaçam se coligar com o PSB, do governador de Pernambuco Eduardo Campos, provável candidato à Presidência.

Em Estados onde a situação azedou, o PMDB já usa a aproximação com Campos como uma forma de emparedar o PT. O discurso em favor do pernambucano passou a funcionar como ferramenta de pressão contra os petistas, com um único objetivo: obter condições mais favoráveis de negociação nos Estados.

O principal foco de insatisfação com o PT começou no Congresso. Ficou evidente durante a aprovação da MP dos Portos na Câmara e, depois, na apresentação do pedido de abertura da CPI da Petrobrás. 

Deputados reclamam da articulação política da presidente e defendem, nos bastidores, a candidatura de Campos. "Ele será o novo presidente da República. Há um grande desgaste com o PT", declarou um parlamentar do PMDB.

Na eleição presidencial de 2010, o PMDB também ameaçou se rebelar. A diferença é que, agora, há uma alternativa ao PT dentro do campo governista, com Campos, o que garante aos peemedebistas uma tentativa de amenizar a cisão: o apoio não é para o PSDB, da oposição, mas para um partido aliado à própria Dilma.

A presidente, que não costuma entrar diretamente na costura política, começou a agir para apaziguar a aliança. Viajou a Estados em que a relação não estava boa, participou de jantares com bancadas estaduais e até interpretou o Canto Alegretense, num ato de simpatia com os peemedebistas conflagrados do Rio Grande do Sul.

O discurso peemedebista pró-Campos está mais vitaminado em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia e Bahia.

No Rio Grande do Sul, a aliança é inviável. A tendência é que o partido lance candidato próprio, com José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul, ou o ex-governador Germano Rigotto. O PT tentará reeleger o governador Tarso Genro. Com um antagonismo profundo não está descartado o PMDB se aliar ao PSB ou até ao PSDB.

"O cenário hoje é menos pior para a Dilma do que na eleição passada", pondera o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Em 2010, o PMDB no Estado apoiou o tucano José Serra.

Em Mato Grosso do Sul, o PMDB reclama do fortalecimento político do senador Delcídio Amaral (PT), cotado para disputar o governo. Dilma foi até a capital, entregou de 300 ônibus ao lado do governador André Puccinelli, mas o PMDB não descarta dar palanque a Campos. "A tendência é apoiar Dilma, desde que possamos lançar candidato. Quem pode estragar isso é o PT", afirmou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS).

Na Bahia, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima lideram um movimento que deve unir o PMDB do Estado aos principais partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS) para lançar uma candidatura de oposição ao PT, do governador Jaques Wagner. Os peemedebistas resistem em apoiar a reeleição da presidente e ameaçam criar uma plataforma para Campos ou até Aécio.

"Já aceitamos abrir um palanque duplo para Dilma em 2010, quando Geddel disputou com Jaques Wagner, mas o PT não cumpriu o acordo. No meio da campanha, quando Geddel estava crescendo, a presidente foi pressionada e disse que só tinha um candidato: Jaques Wagner", explica Lúcio Vieira Lima.

No Ceará, o PT está dividido quanto ao apoio ao PMDB. Há uma tentativa de trazer o PSB, do governador Cid Gomes, para a aliança, o que será difícil se Campos for candidato. 

"Cid e eu somos aliados leais e temos um acordo de conversar até o último momento para escolher o nome que vai encabeçar a chapa", declarou o senador Eunício Oliveira (PMDB), que quer disputar o governo.

Em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)) ensaia uma aproximação com Campos contra o PT.

No Piauí, o PMDB pode ficar dividido entre Dilma e Campos. Lá se desenha um confronto entre José Filho (PMDB), com o apoio do PSB, e Wellington Dias (PT). Os peemedebistas juram apoio à presidente, mas admitem reservadamente que farão uma campanha "menos empolgada" para sua reeleição se tiverem um petista como adversário no Estado.


Bruno Boghossian e Julia Duailibi/Estadão
Leia mais...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Após derrota na MP dos Portos, Eduardo Cunha se vinga na Petrobras e abre crise no PMDB

Eduardo Cunha permanece na
liderança do PMDB na Câmara,
após disputa acirrada com
Sandro Mabel
O Palácio do Planalto foi surpreendido, na manhã desta quinta-feira, pela informação de que o líder da base aliada na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ) apoiou a CPI da Petrobras. 

O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) conseguiu reunir 199 assinaturas, todas conferidas. Eram necessárias apenas 171 manifestações de apoio. 

Autor do requerimento, Quintão articulou de forma discreta nas últimas semanas e ganhou o apoio de deputados do PP e do PR, além das bancadas de oposição. 

Quintão era cotado para assumir o Ministério da Agricultura, mas foi vetado pelo PT de Minas Gerais. 

O Planalto tem certeza que Eduardo Cunha ajudou a consolidar essa derrota do governo, após ser derrotado na reforma dos Portos.

Presidenta da Petrobras, Graça Foster participou, na véspera, de audiência pública na Câmara dos Deputados para falar sobre o desempenho da companhia e prestar esclarecimentos sobre a aquisição da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O negócio causou um prejuízo de US$ 1 bilhão na gestão de Sergio Gabrielli. 

Ela reafirmou que a compra da refinaria norte-americana seguiu orientações positivas à época, em 2006, e que as perdas provenientes do negócio foram provocadas, principalmente, pela crise financeira mundial ocorrida em 2009. Foster admitiu que, se fosse hoje, a empresa não repetiria a operação.

– O prejuízo em Pasadena decorreu dessas perdas de margens do refinador. Quando olho para trás, (com base) no que estamos construindo no Brasil, fica mais fácil dizer que não faria. Esse é um ponto que precisa ser colocado. Quando se tem no retrovisor tudo de bom e tudo de ruim, é fácil dizer que não faria. Mas não faz sentido dizer que faria Pasadena hoje – disse.

Antevendo que a derrota de Cunha não custaria pouco para o governo, no início desta semana a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o governo tem se esforçado para manter um bom entendimento com senadores e deputados aliados.

– Nós continuamos fazendo tudo que está em nosso alcance para manter boa relação com a base aliada – disse a ministra.

Ideli esteve reunida com líderes da base e fez um apelo pela votação de novas medidas provisórias prioritárias para o governo e que perdem validade no início de junho.

Apoio de Cabral

Indicado para a liderança do PMDB na Câmara pela facção do partido controlada por Sérgio Cabral Filho, que ocupa o governo do Estado do Rio de Janeiro, Cunha tem servido como uma alavanca contra a candidatura do senador Lindbergh Faria (PT-RJ) ao Palácio Guanabara. 

Cabral, por mais de uma vez, advertiu que não suportaria uma outra candidatura na base aliada que não fosse a do seu vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

Pezão, no entanto, não conseguiu ainda fazer com que o seu nome decole junto ao eleitorado e, segundo as pesquisas, seria a terceira força eleitoral no Estado, derrotado pelas candidaturas do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) e Faria. Sem conseguir alçar voo, Pezão consolida o afastamento do PT no Estado, em favor de seu candidato.

Trechos de conversa entre Cabral e o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, vazados para um diário conservador carioca nesta quinta-feira, dão conta da dimensão da crise que se desenvolve nos bastidores da política fluminense. 

Cabral e Temer jantaram juntos na terça-feira. Estava prevista a presença da presidenta Dilma Rousseff no encontro, mas ela cancelou o compromisso pouco antes.

Cabral deixa claro, na conversa, que poderá apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014.

– Não é bem assim que a gente não tenha alternativa. Eu tenho relação com várias pessoas no mundo político. O nome do meu filho é Marco Antônio Neves Cabral – disse o governador. 

Marco Antônio é fruto do primeiro casamento de Cabral com Suzana Neves, parente de Aécio. Cabral, na realidade, foi lançado na política na legenda do PSDB, levado ao partido por Aécio e sustentado por Marcello Alencar, então governador do Estado na época.

Temer teria relatado a conversa à presidenta, que reagiu com surpresa, pois considerava Cabral um de seus principais aliados no país. Lindbergh, por sua vez, já deixou claro que o PT não abrirá mão da candidatura no Rio. 

Outro ponto de ruptura na aliança entre o Planalto e o PMDB do Rio é a conduta do líder do partido, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado de Cabral, que teria apoiado a CPI da Petrobras, depois de levar aos estertores a luta contra a MP dos Portos aprovada pelo governo.

Correio do Brasil - na íntegra
Leia mais...

Cúpula do PMDB ataca Planalto em jantar com Temer.

O clima de confronto entre o PMDB e governo, que já havia marcado a votação da Medida Provisória dos Portos na Câmara dos Deputados, deu o tom do jantar do partido anteontem no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer.

Na avaliação de peemedebistas, a presidente Dilma Rousseff agiu bem ao não comparecer ao encontro.

A princípio, o jantar deveria ajudar Temer na missão de superar esse clima ruim com o Planalto. Mas os insatisfeitos desfiaram um rosário.

Os motivos das críticas foram vários: da composição de palanques para a disputa eleitoral em 2014 ao projeto que previa a troca do indexador da dívida de Estados e municípios, e que o governo decidiu engavetar.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse ser inaceitável haver dois palanques para a presidente no Estado em 2014. Ele tenta evitar a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo.

Cabral afirmou que, se Lula escolheu Dilma como sucessora, ele também tem o direito de escolher o seu. Disse que não vai apoiar um projeto que tem um candidato pela manhã e outro à tarde.

Roseana Sarney, governadora do Maranhão, disse que, enquanto o partido comanda a pasta do Turismo, com Gastão Vieira, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B), hierarquicamente subordinado à pasta, "conspira contra o partido no Estado". Dino é potencial candidato na próxima eleição.

Os senadores Valdir Raupp (RO) e José Sarney (AP) encabeçaram a turma do deixa-disso. "Olha o timing'. Tudo tem seu tempo, não é momento para definir alianças", afirmou Sarney.

O governo também foi criticado por recuar da proposta que aliviaria a dívida de Estados e municípios. Como o clima não melhorava, Temer "apelou para o jantar".

(VALDO CRUZ E SHEILA D'AMORIM)
Colaborou NATUZA NERY, de Brasília - UOL
Leia mais...

PMDB não se amedronta com o PT palaciano, surpreende o Planalto e protocola pedido de criação da CPI da Petrobras.

Sob as ordens nada diplomáticas de Dilma Rousseff, os palacianos continuam dispostos a atropelar a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, decisão que para os que acompanham o cotidiano do parlamento não passa de um suicídio político.

Na colcha de retalhos em que se transformou a chamada base aliada, o maior partido é, como muita folga, o PMDB, o que dá a legenda um poder de barganha que beira muitas vezes a seara da ameaça e da chantagem

A queda de braços que se instalou entre o governo e o PMDB durante a Medida Provisória 595 (MP dos Portos) deixou claro que o partido está disposto a tudo e mais um pouco para fazer valer a sua vontade.

De chofre é possível pensar que não se trata de uma atitude republicana do PMDB, mas o governo do PT agora experimenta as consequências do perigoso escambo político que toma conta do Congresso Nacional. 

Horas depois da aprovação da MP dos Portos,  alertamos para o fato de que não é por ideologia, patriotismo ou eficácia administrativa que o governo de Dilma Rousseff conta com uma base de apoio na Câmara com 423 deputados, enquanto o total de parlamentares da Casa é de 513.

Briga de titãs

Para provar mais uma vez que não está para brincadeira e que ainda tem muita munição para continuar guerreando, o PMDB protocolou na quarta-feira (22) um requerimento para a criação da Petrobras. 

Se a iniciativa prosperar, Dilma e o PT devem se preparar para o pior, pois muito antes de ver jorrar o petróleo do pré-sal os brasileiros conhecerão o mar de lama que banha a Esplanada dos Ministérios. E nesse tiroteio a previsão é que muitos tombem logo nos primeiros disparos.

O documento protocolado pelo PMDB continha, até ontem, 199 assinaturas, acima do mínimo exigido pelo regimento interno da Câmara, que é de 171. O PMDB conseguiu o apoio de parlamentares do PP e do PR, dois partidos da base aliada, além de oposicionistas. 

A operação ficou a cargo do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG), mas assessores presidenciais têm certeza que por trás está Eduardo Cunha (RJ), líder do partido na Câmara.

Quando Eduardo Cunha foi anunciado como líder da bancada do PMDB na Casa,  destacamos que o Planalto precisaria ter cuidado redobrado a partir de então. A continuar assim, Dilma corre o sério risco de ver seu sonho de reeleição se transformar e pesadelo inesquecível. 

Isso explica o fato de Dilma ter recebido o antecessor Lula duas vezes em apenas uma semana. A grande questão é saber o que é menos arriscado: confiar em Lula ou negociar com Eduardo Cunha.

Ucho.Info
Leia mais...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PMDB decide barrar reforma do ICMS no Senado

Peemedebistas defendem a derrubada 
do projeto do ICMS, mas negam crise
Foto: Valter Campanato/ABr
Os sinais de crise entre o PMDB e o governo federal ficaram mais fortes nesta terça-feira (21). 

A bancada do PMDB no Senado decidiu paralisar a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em tramitação na Casa, caso o governo cumpra a promessa de retirar da pauta da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara o projeto de lei que reduz as dívidas dos estados e prefeituras com a União.

Para o governo, a reforma do ICMS tramita atrelada ao projeto do indexador da dívida dos estados e à Medida Provisória 599/12, que cria o fundo de compensação para as perdas de arrecadação decorrentes da redução nas alíquotas do ICMS. 

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou, por meio de assessoria, que o motivo da retirada do projeto é uma mudança no texto que aumenta os descontos em 45%. A modificação foi feita pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que considera que ela custará mais R$ 15 bilhões à União.

Segundo o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), os três projetos que tramitam no Congresso formam um tripé indissociável. “Se suspender o projeto da Câmara, derruba tudo. Se o governo tirar uma, as outras duas não andam. É um tripé: a resolução, a criação do fundo e a convalidação dos incentivos já dados pelos estados às empresas. Sem isso, não tem como considerar a questão do ICMS”, afirmou.

O partido decidiu esperar um posicionamento do governo sobre o tema para liberar a votação da reforma do ICMS. “Cabe ao Executivo manter ou não a retirada do projeto. Isso é um tripé. Sem isso, não tem como considerar a questão do ICMS. O projeto do ICMS está em stand by até que o governo se pronuncie”, disse Eunício.

Para o vice-presidente da República, Michel Temer, as movimentações de hoje em torno da reforma do ICMS não a ameaçam. “Você sabe que uma ou outra divergência às vezes é natural, mas compete a nós todos, tanto Legislativo quanto Executivo, dialogar”, disse. Ele participou de um evento do partido realizado no Senado.

Desagravo

Com esta estratégia, o governo tenta isolar o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, dentro da própria bancada. Durante a votação da Medida Provisória 595/12, a MP dos Portos, na semana passada, o parlamentar enfrentou o governo e o irritou ao tentar mudar o texto enviado pelo Palácio do Planalto e por ter dificultado a votação da matéria ao ter levado o partido a votar quase completamente unida contra o governo.

No entanto, Eunício minimizou a ofensiva do governo e afirmou que o partido está unido. “Não existe esta história de isolar ninguém dentro do partido. Como vamos isolar um companheiro?”, questionou. 

Além de ter atuado contra interesses do governo na MP dos Portos, Cunha é o relator do PLC 283/13. Ao site, mais cedo, ele disse que não tomaria nenhuma atitude contra a determinação do Executivo em retirar o texto de pauta.

O líder do governo no Congresso, Eduardo Braga (PMDB-AM), negou que a decisão do governo tenha sido uma retaliação a Cunha. “O governo já tinha tomado esta decisão. Tanto é que o relator da MP 599 é o senador Walter Pinheiro [PT-BA] e ela está caindo na mão dele. Como é retaliação se a MP que tem prazo certo e relator do PT está caindo? Não existe essa lógica, essa lógica não é verdadeira”, disse.

Congresso em Foco
Leia mais...