Mostrando postagens com marcador Sérgio Cabral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sérgio Cabral. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de julho de 2013

'Voo das babás' faz do Governador Sérgio Cabral símbolo da crise

O governador Sergio Cabral virou um símbolo. O elemento mais emblemático de uma classe política corroída em seus costumes, divorciada da realidade e zombeteira da população. Tantas ele fez que hoje tem as cercanias de seu apartamento transformadas em praça de guerra. 

Em seu prédio, ele é alvo de um abaixo-assinado para que se mude. No Palácio Guanabara, já despacha ao som de panelaços que se multiplicam pela região, cobrando as mais diversas promessas não cumpridas.

Na mídia, Cabral ganhou destaque perpétuo em meio à Confraria do Guardanapo, adereço que virou febre nas manifestações à sua porta. Elas transcorriam dentro dos marcos democráticos até serem alvo de violenta repressão policial. 

Agora, ele reaparece em mais um escândalo em torno da decadência dos costumes políticos. O supra sumo do abuso sobre a máquina do Estado.

É o Voo das Babás ou "helicóptero da alegria", como classifica um dos seus pilotos. Trata-se do uso dado ao imponente aparelho Agusta AW109 Grand New, comprado por RS 15 milhões pelo Estado, por ordem de Cabral, em 2011.

E para o que tem servido esse helicóptero, idêntico ao de Eike Batista, no qual o governador passeou e teve a ideia de comprar um igual?

Tem servido para levar a família Cabral – chefe do clã, mulher, dois filhos, duas babás, no apoio, e o mascote Juquinha, o cachorrinho do governador – praticamente todos os finais de semana para a casa de praia da família em Mangaratiba.

Entre as sextas-feiras e os domingos, o Agusta chapa branca nunca faz menos de oito viagens para atender às exigências de transporte do governador e os seus. É normal, porém, fazer mais. 

Como quando a primeira-dama esqueceu na casa à beira-mar uma muda de roupa e o helicóptero decolou apenas com uma babá para pegar e trazer a peça. 

O certo é que, todas as sextas, o Augusta primeiro leva as Babás e os filhos do governador a Mangaratiba – configurando o Voo das Babás – depois volta, espera o chefe, e decola de novo com ele nas manhãs dos sábados. 

Os detalhes do dessas viagens estão na revista Veja deste fim de semana, sinalizando que Cabral já perdeu o apoio que tinha na chamada grande imprensa.

"HELICÓPTERO DA ALEGRIA" - No curso dos finais de semana, o aparelho já fez a mesma rota levando um cabeleireiro, depois um médico, pranchas de surfe e amigos dos filhos. Com o que, para os pilotos, virou o "helicóptero da alegria". 

Pela expressão, é fácil perceber que eles se sentem humilhados por fazer esse tipo de transporte, nitidamente de características particulares. No mercado de aluguel de aeronaves do mesmo porte, a hora de voo custa em torno de R$ 9,5 mil.

O gabinete do governador Cabral gasta cerca de R$ 3,8 milhões com a manutenção do Agusta, o que inclui o combustível utilizado nos deslocamentos de finais de semana. 

Nos dias úteis, Cabral voa todos os dias o percurso de seu apartamento, agora ponto turístico ao contrário, apartado por um cordão de isolamento do resto da cidade, para o Palácio Guanabara. 

A conta dá R$ 323 mil a cada mês – mas com Cabral nunca se sabe. Ele tem se negado a divulgar todos os gastos de sua administração, especialmente os ligados ao gabinete do governador, classificando-os como secretos.

Por estas que já se sabem, tal como os gastos mal explicados de mais de R$ 1 bilhão na reforma do Maracanã, privatizado para o amigo Eike, e pelas que certamente ainda virão, o cargo, o nome e a pessoa de Sergio Cabral galvanizam neste momento toda a decepção, a repulsa e a consequente revolta expressa nas manifestações de massa que varrem o País. 

Esse político conseguiu, mais que todos os outros, tatuar em si mesmo a marca indelével do que há de mais atrasado e decadente em termos de costumes do poder.

Brasil 247
Leia mais...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Quanto vale, agora, o apoio de Cabral?

O governador Sérgio Cabral tem colecionado motivos para pesadelos, mas é possível que mal esteja conseguindo dormir, tal o barulho abaixo dos janelões do apartamento em que mora no elegante bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

Nos últimos dias, depois de uma bem sucedida passeata que saiu da favela da Rocinha com cerca de 2,5 mil moradores, integrantes da comunidade resolveram fazer uma vigília permanente no endereço do governador. 

Em lugar de um teleférico planejado pelo governo estadual, avisaram, ao seu modo, que preferiam investimentos reais em saúde e educação na maior e mais conhecida favela do País. Ali, estão acampados, sem ainda terem sido recebidos.

A dezenas de quilômetros da Zona Sul de Cabral, os motivos para assombrar o governador são mais tenebrosos. Na Complexo da Maré, depois de um sargento do Bope, a tropa de elite da Polícia Militar, ter sido assassinado a tiros, uma guerra aberta foi desatada. 

Debaixo de fogo cerrado de metralhadoras e fuzis, mais de 6,5 mil crianças ficaram sem aulas entre a segunda-feira 24 e a terça 25. A favela Nova Holanda, integrada à comunidade, ficou 36 horas sem luz e nada menos que nove homens foram mortos – três deles reconhecidos pela própria polícia como inocentes. Quatorze pessoas saíram feridas dos conflitos, três em estado grave.

FAROESTE NA BARRA - Nas duas pontas de conflito – no protesto pacífico ao pé de sua residência e no crime organizado que enfrenta o Bope --, o que Cabral tem diante de si são, no limite, fraturas expostas da administração estadual nas áreas social e de segurança. 

Eleito para uma segunda gestão com 64% dos votos, o governador vê sua popularidade minguar, com extrema fluidez, em todas as regiões da capital, em diferentes cidades do Estado e nas classes sociais mais díspares.

No mais festejado dos centros emergentes do Rio, a Barra da Tijuca, uma dezena de bandidos armados aproveitou-se de uma manifestação de protesto de classe média, na semana passada, por melhorias no sistema de transporte coletivo, para tentar assaltar no melhor estilo do velho oeste, com tiros para o alto e fuga em velocidade, uma concessionária de carros importados. Um detalhe, digamos, a mostrar que o Rio torna-se rapidamente, outra vez, um barril de pólvora? Pode ser.

MARACANÃ BILIONÁRIO - Cabral também está no centro das críticas aos gastos excessivos com estádios para a Copa do Mundo. Ele, afinal, presidiu uma reforma do Maracanã, ao custo de mais de R$ 1 bilhão, que não agregou nenhuma obra de mobilidade urbana para a cidade. 

Ao contrário. O estádio só foi inaugurado, com jogo oficial da seleção brasileira, por força de liminares, uma vez que o entorno foi considerado inseguro pelo Ministério Público.

Os responsáveis pela obra de reforma do Maracanã não tomaram cuidados elementares com a preservação de prédios históricos próximos, como o Museu do Índio – o que motivou, antes da onda atual de manifestações, um protesto indígena com contornos de violência e dramaticidade. 

A obra bilionária do Maracanã foi iniciada pela empreiteira Delta, considerada no ano passado inidônea pela Justiça e cujo presidente, Fernando Cavendish, teve de se afastar de suas funções diante de escândalos de propinas e superfaturamentos em canteiros de todo o País. Tudo torto.

POSTE BEM FINCADO - Minguante hoje, Cabral tem procurado, nos últimos meses, bancar jogadas de pressão sobre a presidente Dilma. 

Fazendo-se de amigo e parceiro, ameaçou não aceitar o estabelecimento, nas eleições do próximo ano, do chamado palanque duplo, em que a presidente poderia apoiar um candidato de seu partido, o PT, sem, necessariamente, romper com a administração estadual. 

Insatisfeito com essa possibilidade, Cabral só aceita o apoio oficial ao seu vice-governador, Luiz Fernando Pezão que, como temiam os estrategistas do PMDB, vai se mostrando um bem fincado poste eleitoral.

Desde as primeiras pesquisas até as atuais, Pezão não sai da lanterna, fechando na quarta posição entre os mais citados – não por acaso, os adversários de Cabral Anthony Garotinho, do PR, e Lindbergh Farias, do PT. 

Garotinho, de resto, ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados, como líder do PR, para elogiar a iniciativa de cidadania dos moradores da Rocinha, frisando a reivindicação de apontarem, eles próprios, as suas prioridades. De quebra, ironizou o cerco a Cabral: "Onde o governador vai dormir hoje?", divertiu-se.

Cercado pela Rocinha, que desceu, entre conflitos com o crime organizado, que recrudesce, e com sua joia, o Maracanã, em xeque, Cabral simplesmente não tem espaço para fazer seu escolhido Pezão avançar nas pesquisas. 

O governador do Rio vai se tornando a primeira grande vítima política do novo momento político do País. Virou alvo.

Brasil 247
Leia mais...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cabral eleva a ameaça: "meu filho também é Neves"

Aécio e Cabral
Vai muito mal a relação entre PT e PMDB. Especialmente no Rio de Janeiro, onde o governador Sergio Cabral não engole a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao Palácio Guanabara. 

Cabral gostaria de ter o apoio do PT a seu candidato Luiz Fernando Pezão, mas o problema é que ele se mostra menos viável eleitoralmente do que outros rivais como o próprio Lindbergh e o ex-governador Anthony Garotinho, do PR, que hoje lidera as pesquisas.

Nesta quinta, a edição do jornal O Globo, publica trechos da conversa entre Cabral e o vice-presidente da República, Michel Temer, num jantar ocorrido na terça-feira, onde a presidente Dilma era aguardada, mas não foi. Cabral foi explícito ao sinalizar que pode apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014. 

"Não é bem assim que a gente não tenha alternativa. Eu tenho relação com várias pessoas no mundo político. O nome do meu filho é Marco Antônio Neves Cabral", disse o governador. Marco Antônio é fruto do primeiro casamento de Cabral com Suzana Neves, parente de Aécio. Além disso, Cabral se lançou na política pelo PSDB, levado ao partido por Aécio.

Temer relatou a reclamação de Cabral  à presidente Dilma, que teria reagido com espanto. Mas Lindbergh já deixou claro que o PT, desta vez, não abrirá mão da candidatura no Rio. 

Outro ponto que azeda a relação entre o Planalto e o PMDB do Rio é a conduta do líder do partido, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é aliado de Cabral. 

Além de opositor aberto da MP dos Portos, ele é um dos articuladores da CPI da Petrobras, que já conta com as assinaturas necessárias para ser instalada.
Leia mais...