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| Ministro Gilberto Carvalho Foto: web |
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) negou nesta sexta-feira (12) que a demora na escolha do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) esteja relacionada à acusação do ex-ministro José Dirceu de que o ministro Luiz Fux prometeu votar por sua absolvição em troca de apoio à sua indicação.
"Isso não tem nada a ver, mas eu não vou falar disso", limitou-se a dizer depois de ser questionado sobre a entrevista à Folha.
Condenado a dez anos e dez meses no julgamento do mensalão, Dirceu afirmou que foi assediado moralmente por Fux. Segundo o petista, enquanto fazia campanha para ser indicado ao STF, Fux lhe prometeu absolvição. Mas, durante o julgamento, não honrou a promessa e votou pela condenação.
Antes de uma cerimônia num canteiro de obras em Taguatinga (DF), Carvalho disse não que não está acompanhado o processo de escolha.
As declarações de Dirceu incomodaram assessores próximos à presidente. A avaliação é a de que as acusações do petista expuseram Dilma ao dar margem a interpretações de que ela cedeu a pressões de seu partido na nomeação para o tribunal.
Na semana passada, a presidente se reuniu com o tributarista Heleno Torres, que estava acompanhado do ministro José Eduardo Cardoso (Justiça).
Torres era um dos favoritos na disputa pela cadeira de Carlos Ayres Britto, que deixou o STF no final do ano passado depois de presidir a corte. Depois que o nome dele foi vazado a Presidência da República negou que qualquer decisão tenha sido tomada.
O Palácio procura um nome com perfil mais discreto, menos midiático.
Fonte: Folha de São Paulo

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