terça-feira, 28 de maio de 2013

"Dilma deve desculpas sobre o bolsa família na tv "

"Esperamos que Dilma convoque rede de rádio e TV para pedir desculpas para quem ela mesmo disse que sofreu uma desumanidade", alfinetou, em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

O boato sobre o fim do Bolsa Família, que levou milhares de pessoas a agências da Caixa Econômica Federal em cidades do Norte e Nordeste, pautou a manifestação convocada pelos tucanos.

"Queremos que as investigações do Bolsa Família sejam concluídas. É preciso descobrir se existiu empresa de telemarketing", disse Aécio, já lançado pré-candidato do PSDB à Presidência pelos colegas. 

"O presidente da Caixa omitiu a verdade sobre o Bolsa Família durante uma semana. Só mudou a versão porque a imprensa revelou a verdade", criticou o senador, acrescentando: "A presidente da República deve pedir desculpas à sociedade brasileira pelo que ocorreu na Caixa e o Bolsa Família".

Para Aécio, aliás, "é a presidente Dilma Rousseff que deve desculpas aos brasileiros, e não o presidente da Caixa, sobre o Bolsa Família". Segundo ele, mais grave do que qualquer equívoco é falsear a verdade e omitir informações. "Fica cada vez mais claro que houve ação desgovernada da Caixa no Bolsa Família e o governo não teve coragem de admitir o erro", analisou.

Governo

Relembrando a corrida a agência da Caixa, Aécio disse que, ao mesmo tempo, "assistimos declarações de algumas das principais autoridades brasileiras, como a da presidente da República que, em viagem para o exterior, que considerava aquilo, e nós concordamos com a presidente da República, ‘algo absurdamente desumano’". 

"O ex-presidente da República [Lula] no mesmo momento considerava aqueles boatos coisas de ‘gente que veio ao mundo para fazer o mal´", completou, seguindo:

"Uma ministra de estado disse que deveria ter sua origem na central de notícias da oposição. O próprio ministro da Justiça apressou-se em dizer que não se afastaria a hipótese de ter havido ‘orquestração desses boatos´. E o presidente do partido da Presidente da República, o presidente nacional do PT, disse que também para ele ‘o terrorismo eleitoral já começou´", criticou Aécio, indicando que a confusão de informações do governo sobre o caso do Bolsa Família deve servir de mote para as críticas da oposição e a elaboração do novo modelo de país que ele promete.

"O PSDB estará vigilante em todas as áreas do governo. Vamos acompanhar a má aplicação do dinheiro público no governo da presidente Dilma. De R$ 154 bilhões do orçamento do PAC em três anos, apenas 31,2% do total foram aplicados. Quando o governo federal se inspira no PSDB se aproxima do acerto. E, quando se inspira no seu ideário, o Brasil corre riscos", criticou. 

"Vamos denunciar, fiscalizar e apresentar propostas para o país", prometeu.

Petrobras

Segundo o senador tucano, a questão do Bolsa Família "remota a episódios tristes que levaram a condenação pelo Supremo Tribunal Federal de um diretor do Banco do Brasil que não conseguiu compreender onde começa o interesse privado e onde termina o interesse público". 

"Nos remota à forma extremamente aparelhada que talvez a mais emblemática das empresas brasileiras. a Petrobras vem sendo administrada levando a ações como a aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estado Unidos, sem que ninguém esclareça de forma cabal quem são os responsáveis por aquele ato insano", destacou. 

"Lamentavelmente, mais uma vez, a lógica do governo petista se repete, as instituições públicas a serviço dos interesses de governo", criticou o senador.

Na sequência de Aécio, falou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampoaio (SP). "A PF não acha crível que uma empresa de telemarketing tenha espalhado o boato", disse, referindo-se à informação vazada de que uma central de telemarketing localizada no Rio de Janeiro teria disparado mensagens telefônicas sobre o fim do programa. 

"Se boatos existiram, tudo leva a crer que foram motivados pela mudança da Caixa no Bolsa Família. Estamos convidando o presidente da Caixa Jorge Hereda e a ministra Tereza Campello para dar explicações na Câmara", comentou.

Líder do PSDB no Senado, AloYsio Nunes (SP) destacou que os senadores da oposição também apresentaram pedido de convite para o presidente da Caixa, Jorge Hereda, se explicar. "Até agora, a Caixa já deu três versões para o caso do Bolsa Família. Surgirão novas versões?", questionou.

BRASIL 247

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