quarta-feira, 1 de maio de 2013

História do Dia do Trabalho

Para garantir sua sobrevivência, o homem sempre precisou trabalhar, seja de forma remunerada ou não. Assim as relações de trabalho foram modificando ao longo da história.

Na Idade Média, época que se caracterizou pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial e sistema de produção feudal, as relações de 
trabalho eram baseadas no trabalho servil, onde o vassalo era obrigado a manter fidelidade ao senhor feudal.

Como essa situação tornou-se insustentável, cada vez mais os servos procuravam, através de lutas, tornarem-se livres para procurar o melhor meio de sustento.

A partir daí formam-se em determinados pontos pequenas unidades artesanais, constituindo cidades, valorizando novamente o comércio que agora cresce além dos mares. Neste período predominavam as profissões de sapateiro, artesões, alfaiates e comerciantes em pequenos mercados.

Entre os séculos XVI e XVII começam a ocorrer os grandes descobrimentos científicos e técnicos, facilitando a instalação do capitalista de produção.

Com a Revolução Industrial o sistema capitalista se fortificou e as relações de trabalho modificaram-se por completo, houve o aumento significativo da produção material e do rendimento do trabalho, sendo que este sistema é o que impera na maioria dos países até hoje.

O Dia do Trabalho, comemorado no Brasil e em várias partes do mundo em 1º de maio, é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. 

Dias depois, em 4 de maio de 1886, outra manifestação aconteceu em Chicago e resultou na morte de policiais e protestantes. O evento também foi um dos originários do Dia do Trabalho e ficou conhecido como Revolta de Haymarket. 

Três anos mais tarde, em 1889, o Congresso Internacional Socialista realizado em Paris adotou como resolução a organização anual, em todo 1º de maio, de manifestações operárias por todo o mundo, em favor da jornada máxima de 8 horas de trabalho.
No ano seguinte, milhões de trabalhadores da Alemanha, Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Grã-Bretanha, Itália e Suíça fizeram valer as decisões do Congresso de 1889. 

O dia 1º de maio foi marcado por uma greve geral, onde os operários desfilaram pelas ruas de suas cidades para mostrar apoio à causa trabalhista. O dia passou a ser chamado de “Dia do Trabalho” e passava a comprovar o poder de organização dos trabalhadores em âmbito internacional. 

Dia do Trabalho no Brasil

A chegada dos imigrantes europeus ao Brasil trouxe ideias sobre princípios organizacionais e leis trabalhistas, já implantadas da Europa. Os operários brasileiros começaram a se organizar. 

Em 1917 aconteceu a Greve Geral, que parou indústria e comércio brasileiros. A classe operária se fortalecia e, em 1924, o dia 1º de maio foi decretado feriado nacional pelo presidente Artur Bernardes.

Mesmo tendo sido declarado feriado no Brasil, até o início da Era Vargas o 1º de maio era considerado um dia de protestos operários, marcado por greves e manifestações. 

A propaganda trabalhista de Getúlio Vargas habilmente passou a escolher a data para anunciar benefícios aos trabalhadores, transformando-a em “Dia do Trabalhador”. 

Desta forma, o dia não mais era caracterizado apenas por protestos, e sim comemorado com desfiles e festas populares, como é até hoje.


Curiosidade

O salário mínimo foi adotado no Brasil em 1940, no governo de Getúlio Vargas. 

Segundo o economista João Sabóia, na época, havia 14 salários para diferentes regiões do país, sendo que o salário mínimo mais alto era pago no Rio de Janeiro, capital do Brasil na época. 

Este valor era três vezes superior ao do Nordeste. Assim, o valor do salário mínimo ficou unificado em todo país a partir dessa data


Parabéns a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e, notadamente, de Tucuruí

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