sexta-feira, 17 de maio de 2013

Planalto não entrará em choque com PMDB por causa de MP dos Portos

Depois de reconhecer nos bastidores que houve falha na articulação do governo durante as negociações com o Congresso da Medida Provisória 595, a ordem no Palácio do Planalto é olhar para frente e não entrar no revide com o PMDB que, na última hora, foi fundamental para aprovar a medida na Câmara e no Senado . 

A proposta, conhecida como MP dos Portos foi aprovada no Senado com 53 votos a favor, sete contrários e cinco abstenções.

No final das contas, manter a boa relação e a aliança prioritária com o PMDB para a reeleição de Dilma, com Michel Temer como vice, foi considerada a melhor opção, mesmo diante dos desencontros registrados inicialmente na Câmara com o líder do PMDB Eduardo Cunha.

A condução das negociações da medida, editada no ano passado, esteve todo tempo a cargo da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que jogou duro ao recuar em pontos que, segundo líderes no Congresso, já estavam acertados com representantes dos trabalhadores, empresários e congressistas.

Há a avaliação na base do governo de que as dificuldades para aprovar a proposta ocorreram muito mais pela articulação desastrada do Planalto nessa matéria do que pela relação com o maior partido aliado, o PMDB e pelas articulações conduzidas pelo seu líder, Eduardo Cunha (RJ) que relatou a proposta na Câmara.

O cronograma traçado pelo próprio governo que incluía a apresentação do relatório no dia 3 de abril e a votação da matéria no dia 10 de abril foi cumprido e a medida só entrou em votação na Câmara às vésperas de perder a validade.

Somando o tempo das sessões de votação na Câmara foram 41 horas na terça e na quarta-feira. Nesta quinta, último dia de vigência da MP, oposição e governo se enfrentaram por quase oito horas sobre a matéria até aprová-la, a toque de caixa.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, apesar de ter cumprindo o compromisso com o Planalto de votar a matéria antes do prazo validade de medida protestou contra a demora do governo em fechar um acordo e encaminhar a matéria. 

Ele disse que seria a última vez que colocaria uma matéria em votação nessas condições e que, daqui para frente, as medidas serão apreciadas com um prazo mínimo de sete dias de chegada ao Senado

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