quinta-feira, 23 de maio de 2013

PMDB não se amedronta com o PT palaciano, surpreende o Planalto e protocola pedido de criação da CPI da Petrobras.

Sob as ordens nada diplomáticas de Dilma Rousseff, os palacianos continuam dispostos a atropelar a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, decisão que para os que acompanham o cotidiano do parlamento não passa de um suicídio político.

Na colcha de retalhos em que se transformou a chamada base aliada, o maior partido é, como muita folga, o PMDB, o que dá a legenda um poder de barganha que beira muitas vezes a seara da ameaça e da chantagem

A queda de braços que se instalou entre o governo e o PMDB durante a Medida Provisória 595 (MP dos Portos) deixou claro que o partido está disposto a tudo e mais um pouco para fazer valer a sua vontade.

De chofre é possível pensar que não se trata de uma atitude republicana do PMDB, mas o governo do PT agora experimenta as consequências do perigoso escambo político que toma conta do Congresso Nacional. 

Horas depois da aprovação da MP dos Portos,  alertamos para o fato de que não é por ideologia, patriotismo ou eficácia administrativa que o governo de Dilma Rousseff conta com uma base de apoio na Câmara com 423 deputados, enquanto o total de parlamentares da Casa é de 513.

Briga de titãs

Para provar mais uma vez que não está para brincadeira e que ainda tem muita munição para continuar guerreando, o PMDB protocolou na quarta-feira (22) um requerimento para a criação da Petrobras. 

Se a iniciativa prosperar, Dilma e o PT devem se preparar para o pior, pois muito antes de ver jorrar o petróleo do pré-sal os brasileiros conhecerão o mar de lama que banha a Esplanada dos Ministérios. E nesse tiroteio a previsão é que muitos tombem logo nos primeiros disparos.

O documento protocolado pelo PMDB continha, até ontem, 199 assinaturas, acima do mínimo exigido pelo regimento interno da Câmara, que é de 171. O PMDB conseguiu o apoio de parlamentares do PP e do PR, dois partidos da base aliada, além de oposicionistas. 

A operação ficou a cargo do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG), mas assessores presidenciais têm certeza que por trás está Eduardo Cunha (RJ), líder do partido na Câmara.

Quando Eduardo Cunha foi anunciado como líder da bancada do PMDB na Casa,  destacamos que o Planalto precisaria ter cuidado redobrado a partir de então. A continuar assim, Dilma corre o sério risco de ver seu sonho de reeleição se transformar e pesadelo inesquecível. 

Isso explica o fato de Dilma ter recebido o antecessor Lula duas vezes em apenas uma semana. A grande questão é saber o que é menos arriscado: confiar em Lula ou negociar com Eduardo Cunha.

Ucho.Info

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