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| Refinaria R$ 1 bilhão |
As últimas agressões da presidente Dilma Rousseff à independência dos poderes parece ter sido a gota d’água até para a sua base de sustentação. Prova disto foi que a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis fraudes e desmandos políticos na Petrobras – denunciados em 2012 pelo senador Aécio Neves (PSDB) – veio do PMDB, maior partido aliado do PT desde o Governo Lula.
E engana-se que justifica o ato como uma iniciativa isolada de um deputado com insatisfações pessoais. A iniciativa partiu sim de Leonardo Quintão (PMDB-MG), que se sentiu traído por Dilma, pois aguardava sua indicação para o Ministério dos Transportes e viu seu colega de legenda Antônio Andrade ser o escolhido para o Ministério da Agricultura.
Mas só Quintão e os deputados dos partidos de oposição na Câmara seriam insuficientes para atingir o mínimo de assinaturas necessário para a abertura de uma CPI.
Dos 82 deputados do PMDB, 52 deles assinaram a lista. Um duro golpe no PT e na presidente Dilma Rousseff.
Agora, só resta o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB), despachar o pedido para que os trabalhos da CPI se iniciem.
No Palácio do Planalto existe um temor muito grande em relação a uma investigação dentro da Petrobras, como já havia pedido o senador Aécio Neves, em 2012.
Os petistas sabem que isso poderia afetar, inclusive, a credibilidade do ex-presidente Lula, já que os principais desmandos e usos políticos e partidários da estatal aconteceram durante sua gestão.
A presidente Dilma também pode ter de ir a público dar explicações já que um dos negócios que mais gerou suspeita de fraude aconteceu após sua autorização, quando era ministra e presidente do conselho da Petrobras. Diz respeito a compra de uma refinaria nos EUA.
Um ano antes a refinaria foi comprada pela empresa belga Astra/Transcor, por US$ 42,5 milhões que depois a revendeu para a Petrobras por R$ 1,18 bilhões!

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