O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), já avisou o Planalto que não vai instalar a CPI da Petrobras, articulada pelo seu próprio partido para atacar o governo Dilma Rousseff.
Henrique Alves deve a princípio rejeitar o requerimento de criação da CPI da Petrobras, cujas assinaturas foram recolhidas por deputados peemedebistas, como Leonardo Quintão (PMDB-MG).
Ele pediu à assessoria jurídica da Câmara para analisar o pedido de criação da comissão por avaliar que não há um "fato determinado" para as investigações, o que resultaria no seu arquivamento.
Caso a assessoria encontre razões técnicas para o encaminhamento do requerimento, o presidente da Câmara já disse a assessores presidenciais que a CPI da Petrobras irá para o "fim da fila".
Ou seja, não será instalada, como desejam peemedebistas insatisfeitos com o Planalto. Existem outros 15 pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito na Câmara dos Deputados.
Desde a votação da MP dos Portos há um clima de confronto entre a bancada do PMDB na Câmara, comandada pelo líder Eduardo Cunha (RJ), e o governo Dilma. Cunha tentou mudar a MP dos Portos e conseguiu que sua bancada votasse praticamente unida com ele, mas foi derrotado nas votações.
Deputados do PMDB se queixam do tratamento dispensado a eles pelo Planalto e do corte de verbas em ministérios controlados pela sigla.
(VALDO CRUZ)
PMDB engrossa pedido para investigar a Petrobras (24/05/2013)
Em uma ação coordenada pelo PMDB, a Petrobras corre o risco de ser investigada pela Câmara dos Deputados. O comando da Casa recebeu o pedido de criação de uma CPI para apurar irregularidades na estatal.
Principal aliado do PT na coalizão de Dilma Rousseff no Congresso, o PMDB está insatisfeito com o Palácio do Planalto especialmente depois da votação da Medida Provisória dos Portos.
Há ainda reclamações de cortes nos orçamentos dos ministérios comandados pelo partido, como Turismo e Agricultura. Outra insatisfação dos peemedebistas é com os arranjos estaduais para as eleições de 2014.
Dos 199 parlamentares (28 a mais que o necessário) que assinaram o pedido de CPI, 120 são da base aliada. A maior adesão foi do PMDB, com 52 assinaturas.
No pedido, os deputados pedem, entre outras coisas, análise sobre o processo de compra e venda de ativos no exterior e a situação das refinarias em construção.
O governo espera que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), enterre a medida e a deixe na fila de CPIs, que tem outros 15 pedidos.
Diante das ameaças de rebelião em sua base, o Planalto tentará manter distância de embates com o Congresso e avalia economizar até mesmo no envio de medidas provisórias.
Congressistas têm aconselhado o governo a colocar o pé no freio. Projetos com potencial explosivo, ou de grande desgaste, devem ficar na geladeira até baixar a temperatura no Legislativo.
Folha de São Paulo
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