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| Alberto Goldman |
Vice-presidente do PSDB federal, Alberto Goldman contestou a decisão de Guilherme Afif Domingos (PSD-SP) de acumular os postos de vice-governador de São Paulo e de ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
“A meu ver é gritantemente ilegal”, anotou Goldman em seu blog. “Mais que isso, é politicamente inaceitável.”
Afif ocupa na gestão tucana do governador Geraldo Alckmin a mesma poltrona que Goldman ocupara na administração anterior, comandada pelo também tucano José Serra.
Comparou as situações: “Os votos que ele recebeu na chapa com Geraldo Alckmin foram os mesmos que eu e Serra havíamos recebido 4 anos antes. Foram votos de São Paulo contra o avassalador domínio petista na área federal.”
Eu e o Guilherme Afif fizemos campanhas juntos em vários momentos, com o objetivo de eleger presidente, governador, senador, prefeito. Em todos eles nosso adversário comum foi o PT.
Fomos vitoriosos várias vezes e fomos derrotados nas eleições presidenciais quando se elegeu Lula e Dilma presidentes. Juntos não chegamos lá. Ele, agora, de certa forma, chegou. Vai ser ministro. Tem qualidades para tal.
Poderia ser um bom ministro se eu acreditasse na possibilidade desse governo ainda ter salvação. Não tem. É uma mediocridade, com a qual ele vai ter que se misturar.
Alguns dizem que, sob o aspecto jurídico, ser ministro e manter o cargo de vice governador, não é incompatível. A meu ver é gritantemente ilegal. Mas, mais que isso, é politicamente inaceitável. Aqui com o PSDB, lá com o PT. Para onde vai a coerência? Como interpretará o eleitor?
Deixa um trabalho que vinha fazendo com eficácia: o comando do Conselho Gestor das PPPs, no qual poderia ainda fazer muito pelo Estado que o elegeu vice governador.
Sua contribuição aqui, no Estado, foi valiosa, e certamente seria melhor para a sociedade do que na função que vai exercer a nível federal e foi aqui que o povo, o supremo condutor da vida do político, decidiu que ele deveria dar a sua contribuição.
Para Goldman, a “adesão” de Afif “à aliança petista que governa o Brasil não respeita as reiteradas manifestações desse eleitorado.”
A posse de Afif no ministério de Dilma está marcada para esta quinta (9).
O que Afif achava de Dilma numa conversa de bar
por
Em 2010, no meio daquela barafunda de acusações da campanha de Serra, onde Dilma era apontada como terrorista e abortista, encontro um colega empresário para um almoço. O amigo, não é de direita, registre-se.
Conversa vai, conversa vem e ele me relata um episódio que tinha vivido. Estava num bar frequentado por apreciadores de charutos, quando na mesa ao lado, alguém exaltado esculhambava Lula e Dilma com frases de baixíssimo nível. O que, segundo o colega, o discursante mais repetia era “aquela terrorista” para se referir a Dilma.
Incomodado com os arroubos do vizinho de mesa, o colega olhou pra trás e reconheceu o discursante. Era Guilherme Afif Domingos, à época candidato a vice-governador do Estado de São Paulo e que acaba de ser nomeado ministro do governo Dilma.
Liguei pro colega há pouco para que ele recontasse a história. Ele repetiu o que escrevi acima, mas não se recordava direito se também havia ouvido de Afif uma frase com o seguinte conteúdo. Algo como: o problema com a Dilma, os militares poderiam ter resolvido lá atrás.
Como a presidenta a partir de agora vai ter mais tempo com o vice-governador de Alckimin, quem sabe ela consiga perguntar-lhe se ele disse isso. E se disse, o que queria dizer com ter resolvido o problema lá atrás.
Claro, que isso não tinha nada a ver com política. Era só uma conversa de bar…

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