O
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que a presidente Dilma
Rousseff indicará, nos próximos dias, o nome do novo ministro do Supremo
Tribunal Federal . “Está com ela”, afirmou, acrescentando que não sugeriu ou
enviou para a presidente lista com nomes de candidatos.
Mas
Cardozo já avistou-se, em seu gabinete, com os tributaristas Humberto Ávila e
Heleno Torres, candidatos à vaga deixada com a aposentadoria do ministro Ayres
Britto.
O
ministro já reuniu-se, também, com o ministro Benedito Gonçalves, do STJ, outro
pretendente ao cargo. “Não estou chamando ninguém para conversar. São eles que
me procuram”, enfatizou o titular da Justiça.
Ao
saber dessas notícias, não pude deixar de ser tomado por uma nostalgia imensa e
um “saudosismo oceânico” ao lembrar, como eram escolhidos os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em passado não muito distante.
Do
Supremo fizeram parte, ao longo de sua história, nomes da envergadura de Prado
Kelly, Adauto Lúcio Cardoso, Aliomar Baleeiro, Evandro Lins e Silva, Moreira
Alves, Luiz Gallotti, Xavier de Albuquerque, Eloy da Rocha, Ribeiro da Costa,
Oswaldo Trigueiro, isso só para citar alguns dos inúmeros ministros que, além
do notório saber jurídico e reputação ilibada, reuniam independência política,
coragem pessoal, desapego a vaidades, além de vasta cultura geral, grande
inteligência e erudição, e tenho certeza que nenhum desses brilhantes juristas
fizeram “campanha”, para serem escolhidos para o Tribunal.
A
nação anseia que próximo indicado possua essas qualidades, para recuperar
quaisquer desgastes que o STF possa ter sofrido, ao longo do tempo.
Num
momento em que o Congresso Nacional, com raríssimas e honrosas exceções, está
pobre de nomes à altura da importância da Instituição e tem em sua composição
representantes para lá de medíocres, cabe ao mais alto Tribunal do País ser um
ponto de equilíbrio para a salvaguarda das Instituições e garantia das
liberdades tão duramente conquistadas pelos brasileiros.
O STF, através sua história, tem dado aos jurisdicionados exemplos pujantes de respeito à Constituição e às liberdades individuais. Para continuar fazendo jus a tal padrão de excelência, é mister que abrigue em seus quadros o melhor dos melhores, para que o nível de qualidade seja o mais alto possível e à altura da importância que a função requer.
O STF, através sua história, tem dado aos jurisdicionados exemplos pujantes de respeito à Constituição e às liberdades individuais. Para continuar fazendo jus a tal padrão de excelência, é mister que abrigue em seus quadros o melhor dos melhores, para que o nível de qualidade seja o mais alto possível e à altura da importância que a função requer.
A
presidente Dilma Rousseff, acredito, considerará tudo isso ao submeter ao
Senado Federal, o nome do futuro ministro da mais Alta Corte de Justiça do
País.
Fonte: José Carlos Werneck/Tribuna da Impresa
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