O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não cedeu aos apelos de sua bancada e decidiu permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Apesar da pressão, Feliciano afirmou que está "tranquilo" e que é um "homem sereno". "Todos ponderaram que tudo isso causa desgaste para ele", disse o deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB), ao deixar a reunião que confirmou a permanência de Feliciano no comando da comissão.
A bancada do PSC na Câmara decidiu nesta terça-feira (11) manter o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos. A decisão foi anunciada pelo líder do partido, André Moura (SE), após reunião com a bancada.
"A bancada de forma unânime mais uma vez reafirmou a posição de continuar com a indicação do pastor Marco Feliciano para presidir a comissão”, disse. Segundo André Moura, Feliciano assumiu o compromisso de conduzir os trabalhos da comissão da “forma mais ampla possível”.
“Vai abrir para o debate, a discussão, abrir para que todos possam participar, respeitando a todas as posições, a todos os segmentos. Na certeza de que vai agir como verdadeiro magistrado”, disse.
Pelo menos duas centenas de manifestantes tomaram conta da entrada principal e de corredores da Câmara para protestar contra a eleição de Feliciano para a comissão. Acusado de homofobia e racismo, o pastor anda na Câmara rodeado de seguranças. Ele prometeu fazer um pronunciamento nesta quarta-feira à tarde, durante a primeira reunião da comissão.
Mais cedo integrantes do PT, do PSOL e do PSB na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados protocolaram pedido de mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a sessão que elegeu o deputado como presidente do colegiado.
Feliciano, desde que assumiu o cargo, vem sendo alvo de protestos . Ele é acusado de ser homofóbico e racista.
QuidNovi

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