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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Às vésperas da batalha de Belo Horizonte, Aécio confronta Dilma

Belo Horizonte espera, para a próxima quarta-feira 24, o maior protesto contra a Copa já visto na capital desde o início das manifestações que acontecem no País. Isso porque o Estádio do Mineirão recebe as seleções brasileira e uruguaia pela semifinal da Copa das Confederações. 

No último sábado, quando jogaram México e Japão, a cidade já registrou um protesto com cerca de 70 mil pessoas, que resultou em conflitos com a polícia, feridos, prisões e vandalismo.

Nesse ambiente, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não perde a oportunidade de tentar carimbar a presidente Dilma Rousseff como responsável direta pelos estádios. 

"Ela passou seis meses inaugurando estádios como se fossem seus para agora dizer, erradamente, que não há recursos federais", afirmou o tucano. Na visão do parlamentar, Dilma está sendo oportunista ao dissociar o governo dos gastos com a Copa.

O investimento público na construção das arenas é uma das principais críticas dos protestos contra a competição no Brasil. Reportagem do portal UOL publicada neste domingo aponta mentiras no pronunciamento de Dilma, que disse não haver recursos do governo federal nas obras da Copa. 

Em nota divulgada nesta segunda-feira, porém, o Planalto afirma que "a matéria do UOL está errada" e reforça que não há "um centavo" da União nas arenas, e sim em "obras estruturantes que vão melhorar em muito a vida dos moradores das cidades".

Ainda sobre os atos, o pré-candidato à presidência da República pelo PSDB procurou os governadores e prefeitos de capitais a fim de fechar uma pauta do partido para a reunião dos governantes com a presidente, em Brasília, como informa a coluna Painel, da Folha de S.Paulo. 

A lista dos tucanos inclui propostas administrativas e nos campos ético e político. Segundo o presidente da legenda, as manifestações permitem o debate do pacto federativo, contra o que chama de "centralismo da União".

Brasil 247
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Aécio ironiza vaias a Dilma no Mané Garrincha

O presidenciável pelo PSDB, senador Aécio Neves, aproveitou o episódio das vaias à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações para cutucar o PT. Leia o artigo publicado na Folha:

Os velhos

Ao lembrar a figura do Velho do Restelo, personagem de Camões que simboliza o pessimismo diante dos novos tempos, a presidente Dilma Rousseff parece ter se esquecido da trajetória do próprio partido.

Quando a caravela do Plano Real estava pronta para zarpar, em 1994, o Velho do Restelo petista foi o primeiro a insistir: não vai dar certo. Assim também já havia acontecido com a Constituição de 1988, que o PT ameaçou não assinar.

Ou, ainda, quando expulsou dos seus quadros os deputados eleitores de Tancredo, desprezando o caminho mais curto para o reencontro do Brasil com a democracia.

Para decepção desse Velho do Restelo, o que deu errado foram suas previsões --a ditadura militar chegou ao seu fim, a Constituição inaugurou um novo tempo e o Plano Real trouxe estabilidade e prosperidade para o país. O Brasil pôde então singrar por mares nunca dantes navegados.

A queda da aprovação da presidente não deveria abalar o governo federal como o fez.

A chefe da nação precisa manter serenidade para encontrar um caminho consistente a fim de reverter o quadro de dificuldades que o país está enfrentando.

E, também, para enfrentar a perda de credibilidade internacional manifestada, agora, pela agência Standard & Poor's ao alertar para uma perspectiva negativa da economia brasileira.

Há um episódio exemplar que resume a facilidade com que governantes se entregam à avaliação rósea dos bajuladores. Dizem que, na época da ditadura, a dona do "Jornal do Brasil" compareceu a um almoço com o então presidente Costa e Silva. Ele teria se queixado da severidade dos editoriais em relação ao governo.

A interlocutora explicou que o veículo adotava uma postura de "crítica construtiva". "Agradeço, mas eu gosto mesmo é de elogio", teria dito Costa e Silva, em resposta que parece estranhamente atual.

A analogia literária do Velho do Restelo cedeu lugar à galhofa do ministro da Justiça, que comparou a oposição a um personagem de desenho animado de sucesso. Aquele que vive reclamando: "Ó céus, ó vida, ó azar, ó dia...".

A lembrança é boa porque, na verdade, o personagem combina com os próprios petistas, obrigados a receber quase todos os dias notícias ruins: o pibinho ("ó céus!"), a volta da inflação ("ó azar!"), o caos logístico ("ó dia!").

Tendo em vista o nervosismo e a intolerância manifestados pelo governo nos últimos tempos e a sua crescente tendência autoritária de desqualificar toda e qualquer crítica, não será surpresa se os mesmos que, irresponsavelmente, acusaram a oposição pelo episódio do Bolsa Família concluírem que foi a mesma oposição que arregimentou 70 mil torcedores para vaiar a presidente da República. Ó vida!

Brasil 247
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aécio rebate Dilma e recomenda "serenidade"

Aécio/Dilma
Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu as críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff à oposição nesta quarta-feira. 

Dilma comparou os "pessimistas" da imprensa e da oposição ao Velho do Restelo, personagem de Luís de Camões que "sempre torcia contra", conforme sua própria definição.

"Não serão ataques fortuitos e fora do tom à oposição que vão permitir que a inflação volte ao controle. Muita serenidade nessa hora. Que a queda nas pesquisas não afete o humor da presidente. Ela tem que planejar o país, o que não foi feito até agora", disse Aécio.

Segundo o senador tucano, o "pior dos caminhos" para Dilma é não fazer os diagnósticos corretos da crise econômica que atinge o país. "É preciso explicar às agências de rating internacionais que não está havendo inflação, deterioração das contas públicas. A perda da credibilidade do Brasil é consequência dessa intervenção exagerada e não é a oposição que está dizendo isso", criticou o senador.

Líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP) engrossou o coro dos críticos, dizendo que Dilma está "longe" de ser um Vasco da Gama. Em "Os Lusíadas", o personagem "Velho do Restelo" alerta o navegador Vasco da Gama sobre os perigos da viagem rumo às Índias. 

"A presidente Dilma, infelizmente, está longe de ser um Vasco da Gama, de ter as qualidades de um comandante. Ela se contenta a uma navegação de cabotagem: vai de um ponto a outro na costa, às vezes se aventura a uma ilha e, muitas vezes, passa de raspão pelos recifes que bordejam o litoral", disse.

Defesa

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) classificou os oposicionistas de "vaticínios terroristas" ao fazerem "terrorismo político" para desgastar o governo. 

"Nós precisamos combater aqueles que querem produzir, no Brasil, terrorismo econômico, terrorismo político para tentar desgastar um governo que não só tem conseguido fazer o país navegar por esses mares revoltos da crise internacional como tem feito o Brasil crescer, desenvolver-se, gerar emprego e melhorar a vida do nosso povo", afirmou.

Aloysio também não deixou Humberto Costa sem resposta, dizendo que "há muitos anos" não era chamado de terrorista e criticando Dilma pelo lançamento sucessivo de programas com benefícios à população de baixa renda como tentativa de reverter a imagem negativa de seu governo. 

"É uma desabalada fuga, lançando pacotes em cima de pacotes, eventos atrás de eventos. Daqui a pouco nós veremos a presidente participando de aniversário de boneca", criticou o tucano.

Brasil 247
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sérgio Cabral, Governador do Rio de Janeiro, ameaça Dilma e já flerta com Aécio

Em reunião na casa do vice-presidente da República, Michel Temer, para o encontro dos governadores do PMDB, o governo do Rio de Janeiro ameaçou deixar o apoio a Dilma em 2014 caso o PT leve adiante a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) no Estado.

O recado foi dado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, na companhia do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que deve disputar a eleição em 2014, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

O PMDB-RJ já sinalizara a condição no início da semana. O princípio defendido por Cabral é de que o PT tem a obrigação de apoiar o candidato do PMDB no estado caso queira contar com a retribuição.

Nesse contexto, a presidente Dilma cancelou sua ida ao encontro, no final da tarde.

Após evitar confrontos públicos com os peemedebistas, a pedido do ex-presidente Lula, o potencial candidato do PT ao governo do Rio voltou a atacar os adversários em evento no último sábado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Flerte com Aécio

Insatisfeito com a ambiguidade do PT em relação a Lindbergh, o governador Sergio Cabral pode vir a apoiar o tucano Aécio Neves, em 2014. Tucanos lembram que tanto Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes já foram filiados ao PSDB, levados pelas mãos de Aécio, e dizem que são "amigos de toda vida".

O marqueteiro de Aécio, Renato Pereira, que ontem estreou as inserções do tucano na TV, também fez todas as campanhas de Cabral e foi cedido por ele à equipe do senador mineiro.

Fonte: BRASIL247
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domingo, 28 de abril de 2013

Aécio Neves: há "submissão" do Congresso ao Executivo

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Pré-candidato tucano à presidência em 2014 se alia ao ministro do STF Gilmar Mendes ao comentar crise entre poderes durante convenção estadual do PSDB em Minas neste sábado; "Infelizmente, apoiado por uma ampla maioria, o Poder Legislativo vem se transformando em uma extensão do Palácio do Planalto", disse o senador; segundo ele, a "enxurrada" de MPs do Executivo é que "impede o Congresso de legislar", e não o Judiciário

O senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG) atribuiu ao poder Executivo, e não o Judiciário, a interferência na autonomia do Legislativo. 

Segundo ele, os peemedebistas deveriam dizer à presidente Dilma Rousseff que "o Congresso Nacional não aceita mais essa enxurrada de medidas provisórias que vem impedindo o Congresso de legislar e essa submissão absoluta da Casa hoje às vontades do poder central".

As declarações do pré-candidato do PSDB à presidência em 2014 foram dadas durante a convenção estadual do partido em Minas Gerais, neste sábado 27. 

No evento, o deputado federal Marcus Pestana foi reeleito presidente da legenda no Estado e Aécio foi recebido com festa e muitos aplausos pela multidão de cerca de duas mil pessoas, entre parlamentares, prefeitos, lideranças e militantes da sigla.

"Li agora cedo nos jornais que o presidente da Câmara e o presidente do Senado pretendem visitar o STF para garantir a autonomia do Poder Legislativo. 

Quero dizer que eles acertaram de praça, mas estão errando de prédio. Sugiro que eles atravessem a Praça dos Três Poderes, se querem mesmo garantir a autonomia do Poder Legislativo, e subam a rampa do Planalto", discursou o senador neste sábado.

A fala de Aécio sobre o embate entre os poderes é aliada à do ministro do STF Gilmar Mendes, para quem "o Executivo usurpa o Congresso". Segundo ele, é o "abuso de medidas provisórias, e não o tribunal" que pode ameaçar a autonomia do Legislativo, como criticam alguns parlamentares. 

A recente polêmica teve início depois que o ministro do Supremo concedeu liminar na última quarta-feira que suspendeu a proposta que limita a criação de novos partidos políticos.

Fonte: 247
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