A presidente
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, se
reuniu na manhã desta terça-feira (8) com o presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e com os presidentes das seccionais da OAB
de todos os Estados para propor uma parceria que garanta a aplicação da Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010) durante as Eleições 2012.
De acordo com
a ministra, a proposta é que a OAB atue em cada unidade da Federação em
parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para conscientizar o
cidadão de que a aplicação da lei depende dele, pois "todas as leis do
mundo não substituem a honestidade e a dignidade de cada pessoa".
Segundo a
ministra, o foco deve ser o cidadão porque é ele que vota e que é autor da sua
história. "Portanto, com o voto limpo, temos a garantia da aplicação da Lei da Ficha Limpa e a concretização dos objetivos da
legislação nova. É uma mudança de costumes no Brasil, que é possível a partir
dessa lei, feita exatamente por meio de iniciativa popular. Nós esperamos que
nesta eleição cada cidadão seja realmente aquele que aplica a Lei da Ficha Limpa, votando limpo",
destacou a ministra Cármen Lúcia.
Ela
acrescentou ainda que o objetivo é "que todo voto, em cada rincão deste
país, seja um voto comprometido com o interesse de todos, com o interesse que
se sobrepõe, que é o interesse público. E, desse jeito, nós teremos a aplicação
da Lei da Ficha Limpa em todo o Brasil".
Presidente da
OAB
Ophir
Cavalcante afirmou ter "certeza de que essa parceria entre OAB e Justiça
Eleitoral, por meio do TSE, será exitosa". Ele destacou que a Ordem tem
atuação em mais de mil lugares no Brasil inteiro e pode levar essa
conscientização aos eleitores.
Destacou
também a necessidade de que a Justiça Eleitoral e a Justiça comum sejam
efetivas e céleres, uma vez que a aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa está atrelada às decisões judiciais.
"Vamos
exigir, vamos conscientizar, entretanto, é necessário que a Justiça seja
efetivamente célere a fim de que possa então decidir quem é ou não ficha
limpa", disse.
Segundo ele, a
proposta é engajar a OAB com os TREs dentro de um sistema de defesa do cidadão,
sistema em que se possa trabalhar também com as escolas de ensino fundamental e
ensino médio, levando essa consciência cívica e, sobretudo, fiscalizando os
partidos políticos para que eles escolham bem seus candidatos.
"Aqueles
que não têm ficha limpa não devem concorrer às eleições", asseverou o
presidente da OAB.
Visita aos
TREs
A ministra
afirmou ainda que pretende ir a todos os 26 Estados para visitar os TREs e,
nessas oportunidades, se reunir com cada uma das seccionais para estreitar a
parceria e torná-la ainda mais consistente.

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