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| Paulo Pereira da Silva/Aécio Neves |
O sindicalista e deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) tentou transformar o Primeiro de Maio deste ano num evento focado no tema inflação. Foi esse o mote do discurso do senador Aécio Neves (PSDB/MG), presidenciável tucano e convidado de honra da Força Sindical.
"Não podemos permitir que o fantasma da inflação volte a roubar a mesa do trabalhador e da trabalhadora brasileira", disse Aécio, em seu discurso. Em seguida, foi a vez de Paulinho bater na mesma tecla. "O arroz subiu ou não subiu? Tem inflação ou não tem?", indagou.
Paulinho também abraçou o discurso de que é possível fazer mais. "Temos que estar permanentemente vigilantes para que o Brasil não seja mais uma vez lanterna em crescimento econômico", disse. E aproveitou para mandar um recado para o PT. "O Brasil não avançou nos últimos vinte anos pela luta apenas de um partido, mas de todos os seus trabalhadores", afirmou. "O Brasil não tem o direito de se contentar com pouco".
Autor de uma polêmica proposta de gatilho salarial, criticada por analistas que temem a volta da indexação, Paulinho foi contestado pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, que é também do PDT.
"Não considero hoje necessário. Por outro lado, ele [o gatilho salarial] pode estimular a inflação. Tem que ser muito bem discutido", afirmou ao chegar ao 1º de Maio. Aécio também condenou a proposta. "A sugestão não é minha, é da Força e eu sou contra", disse.
Em meio à festa, integrantes do programa CQC, da Band, fizeram uma pequena sondagem sobre 2014. Testaram a popularidade de Aécio Neves, Eduardo Campos e da presidente Dilma Rousseff, mas a multidão só demonstrou entusiasmo quando defenderam a volta de Lula.
Fonte: 247

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