quinta-feira, 13 de junho de 2013

Após criticar Dilma, Ministro do STF Dias Toffoli atinge joia do PT

Lindbergh/Toffoli/Dilma
Considerado desde sempre um aliado do governo no STF, o ministro Dias Toffoli está dizendo que, no mínimo, houve alguma pressa nessa avaliação, feita sobre seu histórico de ex-assessor do então ministro José Dirceu. 

Uma dia após fazer uma comparação crítica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, dando vantagem a Lula, Toffoli assumiu uma postura dura frente ao senador Lindbergh Farias, a joia do PT para chegar ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

Numa penada, Toffoli determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e bursátil (relativo a transações com ações) do senador, como medida para apurar acusações de desvio de verbas no Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos de Nova Iguaçu (Previni) durante sua gestão na Prefeitura da cidade.

"O Lindbergh é um dos únicos políticos do Brasil que oferece sigilo bancário", rebateu o advogado Celso Villardi, representante do senador. 

"A mim não importa porque já tinha sido oferecido à Suprema Corte. Ele não tem absolutamente nada a esconder. Não estamos com medo da quebra de sigilo bancário. O que não posso deixar é que esclarecimentos importantes deixem de ser feitos ao ministro".

Além dos dois petardos contra alvos escolhidos do PT – Toffoli disse à Folha de S. Paulo que o "o presidente Lula tinha mais dúvidas que certezas" em relação à presidente Dilma, apontando para falta de diálogo na atual administração, o ministro já consta nas projeções dos votos no STF sobre a liminar a favor da criação de novos partidos políticos como alinhado a Gilmar Mendes.

Autor da decisão que barrou a tramitação do projeto no Senado, Mendes defende o "controle preventivo" do STF sobre o Congresso em questões constitucionais. No caso em debate, a votação do projeto que tira incentivos para a criação de novos partidos é de interesse direto do PT. 

Avalia-se que, sem novas agremiações, a presidente Dilma terá mais chances de chegar ao segundo turno. Toffoli, como se vê, poderá fazer após a canetada pela quebra dos sigilos do senador Lindbergh um segundo movimento por seu descolamento da fama de alinhado com o PT: votar com Gilmar.

Brasil 247

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