Mostrando postagens com marcador Internacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internacional. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de setembro de 2013

Carta-aberta de Putin ao povo norte-americano, publicada no New York Times

Vladimir Putin
Os recentes acontecimentos relacionados à Síria levam-me a dirigir-me diretamente ao povo norte-americano e aos seus líderes políticos. É importante que o faça, num momento em que não há suficiente comunicação entre nossas sociedades.

Nossas relações passaram por diferentes etapas. Enfrentamo-nos durante a Guerra Fria, mas também fomos aliados uma vez e juntos derrotamos juntos os nazistas. Criou-se então a Organização das Nações Unidas, para evitar voltasse a acontecer tal devastação.

Os fundadores das Nações Unidas perceberam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas sempre por consenso e, com a anuência dos Estados Unidos, o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança está consagrado na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria que se condensa nesse dispositivo tem servido de base, há décadas, para a estabilidade das relações internacionais.

Ninguém deseja para a ONU o destino que teve a Liga das Nações, que entrou em colapso porque não tinha influência real. Mas é o que pode acontecer, se os países influentes ignorarem a ONU e decidirem por ação militar sem autorização do Conselho de Segurança.

O potencial ataque dos EUA contra a Síria, apesar da forte oposição de muitos países e dos principais líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, fará ainda mais vítimas inocentes e levará a uma escalada do conflito, que se espalhará para além das fronteiras da Síria. Esse tipo de ataque pode aumentar a violência e desencadear uma nova onda de terrorismo. Pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito entre israelenses e palestinos e desestabilizar ainda mais o Oriente Médio e Norte da África. Pode quebrar o equilíbrio do sistema da lei e da ordem internacional.

CONFLITO ARMADO

O que a Síria vive hoje não é batalha por democracia, mas conflito armado entre o estado e grupos opositores, em país multirreligioso. Na Síria há poucos defensores de alguma democracia. Mas, sim, há em muito maior número milícias da Qaeda e extremistas de todas as falanges, que combatem contra o estado. Os EUA classificaram como organizações terroristas a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que lutam com a oposição, contra o estado sírio. Esse conflito externo, alimentado por armas que estrangeiros fornecem à oposição, é dos mais sangrentos do mundo.

Ali lutam mercenários vindos de países árabes e centenas de milicianos de países ocidentais, inclusive da Rússia, o que muito nos preocupa. E se voltarem para nossos países, com a experiência adquirida na Síria. Já se sabe que, depois de agirem na Líbia, muitos extremistas mudaram-se para o Mali. Tudo isso é ameaça contra todos nós.

Desde o início, a Rússia advogou a favor de diálogo pacífico que capacitasse os sírios a desenvolver um plano para seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo ou o estado sírio, mas a lei internacional. Precisamos usar o Conselho de Segurança da ONU e acreditamos que preservar a lei e a ordem no mundo complexo e turbulento em que vivemos é um dos poucos modos que há para impedir que as relações internacionais deslizem para o caos. A lei é a lei, e temos de segui-la, gostemos ou não.

Nos termos da lei internacional vigente, permite-se o uso da força só para autodefesa ou por decisão do Conselho de Segurança. Qualquer outra coisa é inaceitável nos termos da Carta da ONU e constitui ato de agressão.

Não há dúvidas de que foi usado gás venenoso na Síria. Mas tudo faz crer que não foi usado pelo Exército Sírio, mas por forças da oposição, para provocar uma intervenção conduzida pelos seus poderosos patrões estrangeiros, os quais, assim, estariam em aliança com os fundamentalistas. Relatos de que milícias preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.

Causa alarme em todo o mundo que a intervenção em conflitos internos em países estrangeiros tenha-se convertido em ação corriqueira para os EUA. Isso atende aos interesses norte-americanos de longo prazo? Duvido. Milhões em todo o mundo cada vez mais passam a ver os EUA não como modelo de democracia, mas como nação que só se serve da força bruta e que depende de coalizões mal costuradas sob o slogan “ou estão conosco ou estão contra nós”.

VIOLÊNCIA SEM SENTIDO

Mas a violência já se provou inefetiva e sem sentido. O Afeganistão gira em falso e ninguém pode prever o que acontecerá depois da retirada das forças internacional. A Líbia está dividida em tribos e clãs. No Iraque, prossegue a guerra civil, com dúzias de mortos todos os dias. Nos EUA, já há quem trace uma analogia entre Iraque e Síria e já se pergunte por que seu próprio governo desejaria repetir erros recentes.

Não importa o quanto os ataques sejam focados, nem o quão sofisticado sejam as armas, as baixas civis são inevitáveis, inclusive idosos e crianças, os mesmos que os ataques visariam a proteger.

O mundo reage. Se ninguém mais puder confiar na lei internacional, nesse caso passa a ser indispensável encontrar outros meios para garantir a autossegurança. Por isso, um número crescente de países busca comprar armas de destruição em massa. É lógico: se se tem a bomba, ninguém toca em você. E resta a urgência para reforçar a não proliferação a qual, na realidade, está sendo erodida.

Temos de parar de usar a linguagem da força. Temos de retomar o caminho da discussão diplomática e política civilizada.

Nos últimos dias, emergiu uma nova oportunidade para evitar ação militar. EUA, Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a disposição do governo sírio, que aceitou pôr seu arsenal químico sob controle internacional para depois ser destruído. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os EUA veem aí uma alternativa à ação militar.

Acolho como bem-vindo o interesse do presidente em continuar o diálogo com a Rússia, sobre a Síria. Temos de trabalhar juntos para manter viva essa esperança, como concordamos fazer, em junho, na reunião do G-8 em Lough Erne na Irlanda do Norte. E trazer a discussão de volta na direção de mais negociações.

Se pudermos evitar o uso da força contra a Síria, melhorará a atmosfera nos assuntos internacionais e se fortalecerá a confiança mútua. Será sucesso partilhado, que abrirá as portas para a cooperação em outras questões críticas.

CONFIANÇA CRESCENTE

Minhas relações pessoais e de trabalho com o presidente Obama são marcadas por confiança crescente. Gosto disso.

Examinei atentamente a fala do presidente à nação, na 3ª-feira. E tenho de discordar da defesa do excepcionalismo norte-americano. O presidente disse que a política dos EUA é o que “faz diferentes os EUA, o que nos faz excepcionais.” É extremamente perigoso estimular as pessoas a que se vejam, elas mesmas, como diferentes, seja qual for a motivação.

Há países grandes e países pequenos, ricos e pobres, os que têm longas tradições democráticas e os que ainda têm de encontrar as próprias vias até a democracia. As respectivas políticas também diferem. Todos somos diferentes. Mas quando pedimos que Deus nos abençôe, ninguém pode esquecer que Deus nos criou, todos, iguais.

Vladimir V. Putin (New York Times)
Leia mais...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

“Pretinhos” de Dilma e Kirchner foram café pequeno perto do traficante convidado à missa papal

Desiré Delano Bouterse
Ousadia palaciana – É no mínimo nauseante o comportamento da imprensa brasileira, sempre genuflexa diante dos interesses escusos de um governo incompetente e que se deixa levar pelas coisas da corrupção. 

De igual modo, burra é a atuação da diplomacia verde-loura ao se defrontar com fatos conhecidos e absolutamente condenáveis, mas que por necessidades escusas são facilmente esquecidos.

Jorge Mario Bergoglio atuou como um verdadeiro “showman” da fé em sua passagem pelo Brasil, tendo criticado duramente o legado negativo que escorre do tráfico de drogas. 

Francisco, o papa, é um homem rodado e religioso experiente, mas por certo desconhece o convívio criminoso das autoridades nacionais com os tubarões do tráfico. 

Esse conluio, sacramentado nos subterrâneos da esquerda latino-americana, explica a complacência do governo brasileiro com a atuação deliberada das Farc nas nossas fronteiras. Até porque, no submundo das ilegalidades das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia encontra-se uma das fontes de financiamento da esquerda chicaneira.

Durante a emocionante missa celebrada pelo papa Francisco na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, muitos se preocuparam com as roupas de cor preta usadas por Dilma Rousseff e pela argentina Cristina Fernández de Kirchner, que pareciam vestidas para um velório qualquer, mas o escárnio maior estava ao lado, sem que a população se preocupasse.

Entre as autoridades convidadas pelo Palácio do Planalto para participar do evento religioso, estava o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse, um militar adepto do despotismo e condenado por atividades criminosas das mais variadas. Se em Copacabana Bouterse não foi alvo de holofotes, de igual modo não passou despercebido.

Responsável pela implantação de uma ditadura socialista no Suriname, Bouterse estará presidente da outrora possessão holandesa até 13 de agosto de 2015. Até lá, a imunidade como presidente permitirá que ele mergulhe no mundo do crime, ao mesmo tempo em que desdenha a Justiça. Bouterse foi condenado a dezesseis anos de prisão por tráfico de cocaína, decisão da Justiça holandesa que vale no Brasil e em mais cinquenta países.
O parceiro de missa de Dilma

Na década de 80, Desiré Bouterse foi um dos primeiros criminosos a organizar as rotas de tráfico de drogas, em especial cocaína colombiana, do Brasil para a Europa e os Estados Unidos, através do Suriname.

Como sempre acontece nos scritps criminosos abaixo da linha do Equador, Bouterse tinha um sócio brasileiro, o ex-garimpeiro Leonardo Dias Mendonça, preso em Goiás. 

A dupla amealhou uma considerável fortuna a partir de negócios com as Farc. O esquema, que hoje se faz presente em todo o mundo nacional do crime, consistia em vender armas aos narco-guerrilheiros colombianos e receber o pagamento em cocaína.

De acordo com dados das investigações, Leonardo Dias Mendonça conseguiu construir patrimônio avaliado em US$ 70 milhões. Com esse dinheiro, o ex-garimpeiro foi apontado como um dos responsáveis por financiar o início de carreira do megatraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, atualmente preso em penitenciária de segurança máxima. Além disso, Mendonça patrocinou um grupo político, que tinha entre as figuras de destaque o ex-deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE).

Desiré Delano Bouterse, Leonardo Dias Mendonça e Fernandinho Beira-Mar comandam até hoje uma rede financeira criminosa e ilegal, que cresce assustadoramente no Brasil e é especializada na legalização de dinheiro oriundo de atividades ilícitas. 

A operação para “esquentar” o dinheiro do crime é realizada no Suriname, que nas últimas décadas se transformou na maior lavanderia financeira do continente sul-americano. 

Coincidência ou não, a rapidez com que o Suriname se transformou em reduto do dinheiro do crime coincidiu com o crescimento da economia brasileira e da impressionante multiplicação das rotas de tráfico de drogas a partir do Brasil para os EUA, Europa e Ásia (via África).

Descaso oficial

Ciente do discurso crítico do papa Francisco em relação às drogas e ao tráfico, o staff palaciano fingiu inocência e convidou para participar da missa campal, que encerrou a Jornada Mundial da Juventude, um traficante internacional que se vale da impunidade do cargo para desfilar a sua bazófia criminosa em terras brasileiras.

Enfrentando uma crise política sem precedentes, Dilma Rousseff se permite a esses desvarios oficiais porque, faltando poucos dias para o início da 19ª reunião do Foro de São Paulo, a sua tábua de salvação está na esquerda latino-americana. 

Reunindo as mais distintas correntes esquerdistas da porção sul do continente, o Foro de São Paulo precisa que o Brasil continue na condição da locomotiva de um projeto totalitarista e criminoso que tenta varrer a democracia na maioria dos países da região.

Como se pouco representasse a presença do ditador-traficante Desiré Delano Bouterse na missa realizada na Praia de Copacabana, Dilma, que nem de longe representa os desejos dos brasileiros, convidou para a cerimônia religiosa o presidente boliviano Evo Morales, o índio-cocalero que engrossa a trupe de esquerdistas fanfarrões.

Para mostrar que está disposta a tudo em nome do esquerdismo, Dilma concordou em patrocinar um acinte ao papa Francisco que foi muito além do seu inadequado vestido preto que a transformou em viúva da obsolescência ideológica, que na esteira da lógica e da verdade jaz sobre a mesa fria do necrotério.

Ucho.Info
Leia mais...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Para 'Financial Times', otimismo no Brasil é 'fachada'

Presidenta Dilma Rousseff
Em seu editorial na edição desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times disse que o otimismo dos brasileiros com relação à economia é “de fachada”. 

A publicação começa o texto enumerando as boas-notícias que o país recebeu nos últimos dias, como a ascensão do diplomata Roberto Azevêdo à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), a emissão bem-sucedida de títulos da Petrobras, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de 11,4 bilhão de reais da BB Seguridade – a maior do ano -, além do leilão de blocos de petróleo, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada. 

“Contudo, a aparente sensação de bem-estar é uma fachada”, afirma o conceituado periódico na sequência.

O FT destaca que a economia brasileira cresce menos do que o Japão neste ano, depois de ter expandido apenas 1% ano passado, e lembrou que a inflação alta tem erodido a confiança do consumidor. “Há um senso de mal-estar e a raiz dele é a desaceleração dos investimentos, que começou em 2011 e permanece“, diz o editorial. 

“Mais investimentos é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global que ele quer ser”, acrescenta, citando que os investimentos representam 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, contra 24% da América Latina e 30% das potências asiáticas. 

Na opinião do jornal, a culpa pela desaceleração de investimentos é de Brasília, uma vez que o modelo econômico extravagante cujo motor é o consumo, firmado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está esgotado, enquanto o modelo de Dilma, mais centralizador, acaba tornando lentas as decisões econômicas.

Outra crítica é a ajuda pontual para os setores preferidos do governo, em vez de uma ampla reforma estrutural para os mercados. Um exemplo citado é a questão da infraestrutura, com investimentos necessários em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. 

Para o FT, há interesse de empresários e investidores de participar desses setores, mas o marco regulatório ainda não viabiliza a construção de uma nova infraestrutura. 

“Brasil precisa desesperadamente de mais investimentos. O baixo nível da poupança nacional significa que o dinheiro terá de vir de fora. Hoje o capital está barato, mas não estará para sempre. Brasil tem uma boa janela de oportunidades e a senhora Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto ela ainda está aberta”, finaliza o texto.

QuidNovi
Leia mais...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fuzileiros Navais brasileiros exportam organização e até expertise musical para Namíbia

Namíbia começou a formar seus
 fuzileiros em 2005 com a ajuda do Brasil
Após mais de duas décadas de luta, a Namíbia conquistou sua independência da África do Sul em 1990. Com a recém-conquistada autonomia, no entanto, era preciso organizar praticamente do zero suas Forças Armadas, com Exército, Aeronáutica e Marinha. No caso da última arma, o país do sudoeste africano acabou contando com o auxílio de um “vizinho” que fica a mais de 6 mil quilômetros de distância, do outro lado do Oceano Atlântico: o Brasil.

Iniciada em 1994, a cooperação entre as Marinhas brasileira e namibiana é um dos carros-chefes da aproximação militar entre o Brasil e países africanos, que tem como objetivo garantir a segurança no Atlântico sul e enfrentar novas ameaças como a pirataria, o terrorismo e o tráfico de drogas na região.

No caso da Namíbia, o Brasil foi peça fundamental para a implementação do Corpo de Fuzileiros Navais do país africano.

“A Namíbia está partindo do zero. Começou conosco em 2005 e hoje, com cerca de oito anos, já se encontra com um batalhão 60% estruturado”, diz o capitão de fragata fuzileiro naval Stewart da Paixão Gomes, porta-voz do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.
Formação

Desde 2005, mais de 400 fuzileiros navais namibianos foram capacitados no Brasil. Já em 2009, a Marinha brasileira criou o Grupo de Apoio Técnico de Fuzileiros Navais, que tinha como objetivo inicial a criação de um curso de formação de soldados fuzileiros na Namíbia, além de prestar assessoria na organização e estruturação do grupo militar especializado em operações anfíbias namibiano.

Stewart explica que a formação dos fuzileiros namibianos é baseada nos mesmos princípios usados pelos militares brasileiros.

“Os cursos realizados naquele país são bastante similares aos nossos, usando o mesmo currículo, formando o pessoal da mesma forma que aqui”, diz.

De acordo com o porta-voz, atualmente trabalham na Namíbia 30 militares brasileiros. Entre as principais tarefas do grupo hoje estão o acompanhamento do curso de formação de soldados fuzileiros, a implementação de outro curso de especialização de cabos fuzileiros e a assistência na formação de um grupo de operações especiais na Marinha namibiana.

Início

Segundo o capitão Calixto, foi preciso
 adaptar formação de fuzileiros às
condições na Namíbia
A primeira missão brasileira com o objetivo de auxiliar na criação de um Corpo de Fuzileiros Navais namibianos desembarcou no país africano em janeiro de 2009, sob o comando do capitão de mar e guerra fuzileiro naval José Calixto dos Santos Júnior.

“A ideia (era) de criar um batalhão de infantaria e formar os soldados dentro de um contexto similar ao que nós formamos aqui no Brasil”, diz Calixto, que passou dois anos na Namíbia e atualmente está reformado.

De acordo com o comandante, apesar da inspiração no modelo brasileiro, foi necessária uma série de adaptações para adequar o novo Corpo de Fuzileiros às características de terreno, históricas, culturais e sociais da Namíbia.

Após a aprovação da estrutura do novo corpo por parte das autoridades namibianas, foram desenvolvidos manuais, técnicas e atividades de adestramento que acabaram resultando na formação da primeira turma de soldados fuzileiros navais do país africano.
Cultura

Alguns dos desafios iniciais na formação dos fuzileiros namibianos passaram pela adaptação de características culturais do país às necessidades do novo corpo.

Calixto conta que muitos namibianos não têm uma ligação forte com o mar e, durante a formação dos membros do novo Corpo de Fuzileiros Navais – uma tropa anfíbia por definição -, foi necessário ensinar alguns dos militares namibianos a nadar.

“Não existe fuzileiro naval que não saiba nadar. E essa foi uma grande dificuldade que nós tivemos, em fazer com que o militar da Namíbia gostasse da água e conseguisse iniciar os primeiros passos para ser um bom nadador”, conta o comandante.

Mas se algumas características dificultaram, outras facilitaram o trabalho dos militares brasileiros no país.

Embora a língua oficial da Namíbia seja o inglês, muitos dos militares que tiveram contato com os brasileiros compreendiam e falavam bem o português.

“Havia uma facilidade grande de comunicação, porque no contexto da guerra (de independência), alguns militares que conosco conviveram ficaram escondidos em Angola durante 10, 11 anos. Esses militares, mais antigos, já falavam um português fluente”, explica o capitão de mar e guerra fuzileiro naval Ivan Rocha Damasceno Filho, que comandou o grupo de apoio brasileiro na Namíbia entre 2010 e 2012.

“Nós falávamos em português, instruíamos em português, eles entendem perfeitamente. Não havia dificuldade nesse aspecto”, diz Damasceno.

Música

Brasileiros também ajudaram a estruturar banda de música dos fuzileiros

Brasileiros também ajudaram a
estruturar banda de música
dos fuzileiros
Mas além de auxiliar na organização e na formação de militares, o grupo de apoio brasileiro na Namíbia também teve uma outra função: a estruturação de uma banda de música para o Corpo de Fuzileiros Navais namibiano, nos moldes da banda marcial brasileira, além do desenvolvimento do cerimonial do grupo.

Tanto a questão do cerimonial para o recebimento de autoridades como a parte musical são consideradas pelos fuzileiros como partes importantes nas tradições do grupo e que, junto com atividades como marchas e paradas, contribuem para o desenvolvimento da marcialidade e disciplina dos militares.

Uma parte deste trabalho é centrada na corneta, que é utilizada para passar ordens e comandos para a tropa, como explica Samuel Alves de Oliveira, 2º sargento fuzileiro naval corneteiro, que passou quase dois anos trabalhando na Namíbia.

“É muito dificultoso dar uma ordem para uma massa de militares. A nossa função ali é justamente facilitar a ordem que é transmitida à tropa, e a gente faz isso por meio de um instrumento chamado corneta”, diz Oliveira, que também atuou na parte de desenvolvimento de voz e da banda do corpo namibiano.

“Eu até pensava no início que seria um pouco mais difícil, mas, quando nós chegamos ali, vimos que o trabalho seria muito fácil, porque o africano, e em especial o namibiano, tem uma percepção musical muito aguçada, cantam já por natureza. Eu aprendi muito trabalhando com eles”, diz.

BBC Brasil
Leia mais...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Peru: embaixador bate em mulheres e perde o emprego

O diplomata Rodrigo Riofríio, agora
 ex-embaixador equatoriano no Peru
(AFP)
O governo do Equador anunciou nesta segunda-feira o afastamento de seu embaixador em Lima, capital do Perú, Rodrigo Riofrío, pivô de um confuso escândalo envolvendo duas mulheres em um supermercado da capital peruana e que acabou custando seu emprego. 

O incidente ocorreu em 21 de abril e deu início a uma pequena crise diplomática entre os dois países. O diplomata foi acusado de ter batido nas duas peruanas e proferido insultos raciais contra elas durante uma discussão na fila do mercado.

Imagens de câmeras de segurança, mostradas na TV peruana, mostram o embaixador participando de uma verdadeira pancadaria: logo após o que parece ser um bate-boca entre Riofrío e uma das mulheres, ela lhe dá um tapa e o diplomata reage batendo na peruana com uma revista. Várias mulheres então são vistas estapeando o diplomata e puxando seu cabelo.

A mulher que denunciou a agressão do embaixador equatoriano é Cristina Castro. Ela afirmou que a discussão começou porque Riofrío teria se irritado com o fato delas terem sido atendidas primeiro. 

Cristinha, que confirmou que o embaixador usou termos ofensivos para falar do povo peruano, admitiu que foi sua filha que iniciou a briga ao dar um tapa no rosto do representante.

Legítima defesa

O Equador alega que Riofrio agiu em defesa própria e, inicialmente, rejeitou o pedido do Peru para retirá-lo do cargo. Após o escândalo, Riofrío e o embaixador do Equador em Lima, Javier León Olavarría, foram chamados a consultas por seus respectivos governos na quinta-feira passada.

O governo equatoriano defendeu Riofrío por considerar que foi o embaixador que foi agredido. O presidente do país, Rafael Correa, assegurou no último sábado que ele não voltaria mais a Lima e, "com a dor da alma", não receberia mais o embaixador peruano em Quito. 

Até que, nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores equatoriano anunciou em comunicado "a cessação das funções de seu embaixador no Peru" e esclareceu que a decisão "foi tomada a partir de uma solicitação do próprio Riofrío".

Em seu comunicado, o governo do Equador também assinalou que Riofrío será destinado a outra embaixada no exterior. Além disso, indicou que se designará nos próximos dias "o novo embaixador que representará o país como chefe de missão perante a República do Peru".

Em paralelo ao anúncio do Equador sobre a saída do diplomata, o governo peruano afirmou que seu representante em Quito, León Olavarría, também deixaria a legação diplomática na capital equatoriana para ocupar "em breve um alto cargo" na Chancelaria – até agora, no entanto, essa troca não foi confirmada.

Assista ao vídeo da confusão no supermercado em Lima:



Fonte: Veja
Leia mais...

quinta-feira, 28 de março de 2013

EUA: Primeira mulher a assumir Serviço Secreto tem de refazer imagem da agência

Presidente Barack Obama fala 
no Salão Oval da Casa Branca 
ao lado de vice Joe Biden 
e de Julia Pierson, que assumiu
 Serviço Secreto dos EUA - Foto: AP
A primeira mulher a comandar o Serviço Secreto dos EUA, Julia Pierson, foi empossada na Casa Branca na quarta-feira durante uma breve cerimônia que marcou uma mudança histórica para a agência encarregada de proteger o presidente dos EUA, o vice-presidente e suas famílias. A escolha foi anunciada no dia 26.

O vice-presidente do país, Joe Biden, conduziu o juramento de posse de Pierson, com o presidente Obama em pé ao seu lado. "Obviamente, ela está quebrando o molde em termos de diretores da agência, e as pessoas estão todas extraordinariamente orgulhosas dela", disse Obama no fim da cerimônia.

"Ela tem qualificações extraordinárias, e acredito que aqueles que trabalharam com Julia sabem como ela é dedicada, profissional, comprometida, e acho que estão absolutamente certos de que prosperará nesse trabalho", acrescentou.

Biden, que tem fama de cometer gafes ocasionais, disse que os agentes que o protegem estavam "animados com a escolha" dela para o cargo.

O Serviço Secreto tem sido criticado por ter uma cultura dominada por homens, e sua reputação foi manchada por um escândalo envolvendo seus agentes e prostitutas na Colômbia , em 2012. O incidente ridicularizou a agência perante o público, forçou audiências no Congresso e custou o emprego de diversos agentes.

Obama também nomeou mulheres para ocupar cargos de diretoras do U.S. Marshals e da Agência Americana de Combate às Drogas, mas o Serviço Secreto tem uma visibilidade peculiar.

Com 30 anos de experiência no serviço secreto, Pierson, 53, possui um currículo muito parecido com o de seus antecessores, incluindo um breve período protegendo o presidente George W. Bush (2001-2009).

Mas sua nomeação inevitavelmente indica que Washington estará observando de perto se ela mudará uma cultura predominantemente masculina que ficou sob escrutínio quando os agentes foram pegos empregando prostitutas na Colômbia antes de Obama chegar para uma visita.

"Durante o escândalo de prostituição na Colômbia, o Serviço Secreto perdeu a confiança de muitos americanos e não conseguiu fazer jus às elevadas expectativas colocadas sobre ele", disse o senador Charles E. Grassley, republicano de Iowa. "Pierson tem muito trabalho pela frente para criar uma cultura que respeite o importante trabalho da agência. Espero que ela consiga restabelecer a credibilidade perdida do Serviço Secreto."

Em um comunicado, Obama disse que Pierson "exemplificou o espírito e dedicação" da agência, mas não fez menção ao escândalo.

"Julia é eminentemente qualificada para liderar a agência que não apenas protege os americanos em grandes eventos e assegura o nosso sistema financeiro, mas também protege nossos líderes e famílias, incluindo a minha", afirmou. "Julia teve uma carreira exemplar, e sei que essas experiências a guiarão à medida que ela assumir esse novo desafio de liderar os homens e mulheres desse importante órgão."

O Serviço Secreto foi formado em 1865 para combater a falsificação de dinheiro. Após o assassinato do presidente William McKinley, em 1901, o Congresso atribuiu a missão de oferecer proteção em tempo integral para o presidente. Ao longo dos anos, o órgão também começou a proteger os ex-presidentes, candidatos presidenciais, líderes estrangeiros que visitam os EUA e outros.

A primeira mulher assumiu uma função no que era então chamado o Serviço Secreto auxiliar em 1970, e cinco mulheres foram selecionadas como agentes no ano seguinte. Eventualmente, as mulheres foram incluídas nos detalhes de proteção presidencial.

Hoje, dos 3,5 mil agentes especiais, cerca de 10% são mulheres, menos do que em outras agências policiais. A proporção de mulheres na divisão do Serviço Secreto uniformizado, que protege a Casa Branca e outras instalações, é um pouco maior.

Barbara Riggs, a primeira mulher vice-diretora do Serviço Secreto e amiga e mentora de Pierson, disse que a nova diretora era conhecido por sua competência em uma variedade de áreas. "Sempre que você lhe passa uma tarefa, ela sempre faz um excelente trabalho", disse Riggs. "Ela é uma referência para quem trabalha com ela."

Nascida em Orlando, Flórida, Pierson juntou-se ao Serviço Secreto em 1983, após três anos como policial. Ela se mudou para a divisão de proteção presidencial em 1988, tornou-se a coordenadora do programa da agência de drogas em 1992 e foi promovida a agente especial assistente encarregada do Escritório de Operações de Proteção em 1996. 

Depois de passar uma temporada em Tampa, na Flórida, onde estabeleceu uma força-tarefa contra o crime cibernético, ela ascendeu profissionalmente em Washington, tornando-se chefe de equipe em 2008.

Em uma breve biografia preparada pela Parceria para o Serviço Público, uma organização sem fins lucrativos que promove empregos federais, ela falou a respeito dos desafios da agência: "Não acho que as pessoas percebem a quantidade de trabalho de preparação que uma visita presidencial exige, incluindo aonde ele vai a como vai chegar, seja de avião ou de limusine, ao local do evento."

Riggs disse que o escândalo do ano passado não correspondeu à maioria dos profissionais da agência e que espera que Pierson seja capaz de restaurar sua credibilidade. "Ela tem um desafio pela frente, pois infelizmente nos olhos do público esse incidente desgastou a imagem do Serviço Secreto", disse. "Ela terá o desafio de fazer a agência superar isso."

Fonte Com informações da Reuters e de Peter Baker, do New York Times

Leia mais...