terça-feira, 9 de julho de 2013

Rio de Janeiro: Voo das babás afunda Cabral e liquida Pezão

O "Voo das Babás", um dos assuntos mais populares nas rodas de conversa do Rio de Janeiro, está mudando tudo na política do segundo Estado mais populoso do País. 

Acertado em cheio, a ponto de ter de dar as costas a jornalistas, encerrando abruptamente uma entrevista coletiva, sem resposta frente a denúncia de uso e abuso familiar do helicóptero do governo estadual para voos particulares, o governador Seer está paralisado. 

O tiro certeiro arrombou o casco da candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão, carregado por Cabral. Em quarto lugar nas pesquisas antes da descoberta do escândalo, agora é que Pezão dificilmente irá evitar um naufrágio prematuro.

O PMDB fluminense tenta entender os efeitos do que está acontecendo. As críticas ao comportamento de Cabral vem da próprio partido, no momento em que a legenda empreende um esforço de qualificação de seus quadros e aprofundamento de suas raízes populares. 

A candidatura de Pezão, que sofreu desde o início críticas do presidente regional da legenda, Jorge Piciani, tende a ser cada vez mais questionada. O que foi um consenso acertado a fórceps por Cabral está se esgarçando rapidamente.

O governador quer a volta do ex-presidente Lula ao cenário político, como candidato a presidente, para fazer valer a amizade com ele e tentar reerguer seu prestígio. Mas nem isso une o PMDB fluminense. E, ademais, ninguém sabe porque Lula irá querer carregar Cabral em lugar de navegar ao lado do senador Lindbergh Farias, em segundo lugar nas pesquisas, atrás do ex-governador Anthony Garotinho

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já avisou que não quer ser candidato a governador, determinado a cumprir seu mandato até a Olimpíada de 2016. 

Com isso, crescem as chances de o deputado federal Leonardo Picciani se tornar um nome que agrade as três principais correntes partidárias: a de seu pai, o presidente Jorge, a do prefeito e a do governador.

Jovem e preparado, Picciani pode iniciar uma corrida por fora com chances de avançar no decorrer da eleição, que ainda está longe O PMDB fluminense tem uma chance, e ela não passa mais por Cabral e Pezão.

Brasil 247

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