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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Rio de Janeiro: Por onde anda o secretário Beltrame, o primeiro a desaparecer, depois do Amarildo?

Nem quero falar mais no caso da família Pesseguini, de São Paulo, 5 pessoas foram assassinadas, a polícia continua sem saber o que houve. Só sabe que morreram, porque os corpos estavam ali.

Ninguém sabe de nada, testemunhos são cancelados ou desmentidos pelo próprio autor (um coronel da Polícia Militar), os peritos divergem entre si. 

Examinei a questão em profundidade, análise elogiada por dois técnicos, que aposentados mas trabalhando pediram sigilo, direito total do informante.

Passemos então ao caso Amarildo.

POR ONDE ANDA
O SECRETÁRIO BELTRAME?

Até o trigésimo dia do desaparecimento do ajudante de pedreiro, apesar da repercussão nacional do fato, ninguém do governo falava nada. Os cartazes das ruas colocavam: “Fora, Cabral, e o Amarildo?”. Era uma exigência e uma interrogação.

Quando o desaparecimento completou 30 dias, o Jornal Nacional publicou, através do GPS, o trajeto de mais de 5 horas do carro da polícia que “apanhou” Amarildo na UPP e ele nunca mais apareceu.

Aí as coisas se complicaram, contaminaram não apenas Cabral, mas outras autoridades, como o secretário Beltrame, responsável por alguma vitórias importantes na própria área dessas UPPs, criadas por ele.

Acreditei que Beltrame, que sempre falou muito, aberta e ostensivamente, fosse dar um depoimento exemplar sobre o seu conhecimento do fato. Ficou em silêncio. Três vezes procurado pelo Jornal Nacional, mandou dizer “está muito ocupado”. Este repórter tentou falar duas vezes com ele, a mesma resposta.

O motorista do carro que “passeou” com Amarildo por 5 horas, num trajeto “estranhíssimo”, foi identificado por ter ameaçado várias vezes moradores da Rocinha. Mesmo assim, não houve nada.

Por que Cabral, que diz “vou me recuperar, sou um democrata”, não diz nada? E Beltrame, com ações positivas e elogiáveis, está tão ocupado que não pode se explicar com a opinião pública?

Desculpem, é tudo o que sei, NADA, sobre Amarildo. Os que, por obrigação dos cargos, governador, secretário de Segurança, comandante da Polícia Militar, não falam nada. Porque não querem. Têm que saber.

Helio Fernandes/Postado por Eduardo Homem de Carvalho
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Caso Amarildo mostra a verdade sobre a “pacificação” de favelas, no pior estilo Sérgio Cabral

O caso do desaparecimento do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, com todas as características de execução, traz à tona a verdade sobre a política do governador Sergio Cabral Filho de “pacificação de favelas”. 

 Fica cada vez mais evidente que as chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) representam uma das maiores manobras de marketing da política brasileira, nos últimos tempos.

Na época da criação das primeiras UPPs, Helio Fernandes cansou de denunciar aqui no Blog da Tribuna da Imprensa que Cabral havia feito um acordo com os traficantes, nos seguintes termos: 

1) o tráfico se livrava de seus olheiros e soldados ninjas, nada de tiros para o alto e balas perdidas; 

2) Os moradores da comunidade seriam respeitados e poderiam viver em paz;
 
3) a Polícia Militar não prenderia nenhum dos traficantes, construiria a UPP, ocuparia o morro, mas não reprimiria o tráfico, desde que o movimento fosse feito com discrição.

Quando soube da intenção do governo Cabral, o ex-chefe de Polícia Manoel Vidal, que é uma lenda vivo no Rio de Janeiro, considerado um dos policiais mais eficientes e honestos de toda a História da Polícia Civil, disse que projeto das UPPs seria limitado, porque o Rio de Janeiro tem mais de mil favelas e a PM só poderia “ocupar” algumas delas. 

Vidal explicou que as despesas com a contratação de policiais e custeio da corporação seriam de tal ordem que se tornariam inatingíveis.

OS TRAFICANTES GOSTARAM

O acordo foi cumprido. Em operações cinematográficas, a Polícia então “invadiu” as principais favelas, mas sem jamais prender um só traficante. Os chefões ficaram satisfeitíssimos, porque passaram a fazer economia, sem ter de pagar os soldados e olheiros nem gastar dinheiro com armas e munição, e as favelas ficaram aparentemente pacificadas.

O tráfico se modernizou, passou a ser feito por motoboys no estilo ”delivery”. Sem trabalho, os soldados e olheiros do tráfico desceram dos morros para praticar assaltos nas ruas, o que era mais do que esperado. 

E as UPPs passaram a ser o local de trabalho mais disputado pelos PMs, porque são poucas as ocorrências, não há risco de vida e pode-se ganhar muito dinheiro fazendo vista grossa para o tráfico. 

Ficou famoso o caso do PM preso no Morro da Coroa, em São Teresa, um mês depois da criação da UPP, com R$ 13 mil no bolso, em dinheiro vivo.

Como dizia o genial João Saldanha, vida que segue. E agora o caso Amarildo revela a verdade sobre o funcionamento dessas UPPs. Ao sequestrá-lo, por julgarem que Amarildo estava ligado ao tráfico, na verdade os PMs não estavam querendo chegar ao traficantes; pretendiam alcançar apenas o dinheiro deles.

CABRAL AMEAÇA RENUNCIAR

O governador Cabral anunciou em uma entrevista à “IstoÉ” que vai renunciar, entregando o cargo a seu vice Pezão, que disputará a reeleição. A saída de Cabral deve ocorrer em 2014, entre janeiro e abril. 

O motivo declarado para a renúncia é a preparação da candidatura do vice-governador, mas na verdade Cabral quer sair candidato ao Senado para ser julgado pelo Supremo, em caso de alguma denúncia de seus atos de corrupção seja acolhida pela Justiça.

No dia em que Cabral sair, o povo do estado do Rio deverá sair em procissão para agradecer a Deus essa graça. E vamos lutar para que ele seja derrotado na eleição e perca o foro privilegiado. Que assim seja.

Carlos Newton
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sábado, 17 de agosto de 2013

Novo rolo de Cabral: os negócios de Adriana

Se a situação do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, já era péssima desde que foram reveladas as viagens de helicóptero das babás dos seus filhos e de seu cachorro Juquinha, ela tende a piorar. 

Neste fim de semana, reportagem da revista Veja aponta os ganhos de Adriana Ancelmo, esposa de Cabral, com os negócios do seu escritório de advocacia, que atende diversos prestadores de serviço do governo do Rio de Janeiro. 

Antes modesto, o escritório cresceu vertiginosamente com Cabral no poder – o que dá a Adriana ganhos mensais de R$ 184 mil/mês.

Dois anos atrás, quando vieram a público as farras de Cabral e sua turma em Paris, Adriana também foi flagrada em fotos com amigas exibindo seus sapatos Christian Loboutin, usados pelas personagens de Sex & the city. 

O consumo conspícuo de Cabral e Adriana cobrará um preço cada vez mais alto, agora que protestos diários pedem a renúncia do governador do Rio.

Abaixo, o relato do Jornal do Brasil sobre a nova denúncia contra o governador:

Jornal do Brasil - Reportagem da revista 'Veja' deste fim de semana revela que 60% do faturamento do escritório de advocacia da mulher do governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, vêm de honorários recebidos por serviços prestados a empresas que, "direta ou indiretamente, dependem de dinheiro público", ou seja, do governo do Estado do Rio, como concessionárias e prestadoras de serviço.

De acordo com a reportagem, antes de Cabral tomar posse, o escritório Coelho & Ancelmo Advogados Associados tinha apenas 2% de seu faturamento vindo desta origem. 

A revista destaca ainda que o escritório teve um crescimento "espetacular" nos últimos seis anos, saltando de três profissionais e 500 processos em carteira para 20 advogados e cerca de 10 mil ações.

A receita do escritório, segundo a "Veja", também saltou de R$ 2,1 milhões em 2006 para R$ 9,5 milhões no ano passado, o que faz com que os rendimentos de Adriana Ancelmo cheguem a R$ 184 mil mensais.

A denúncia se junta a muitas outras envolvendo o governador e o mau uso do dinheiro público. Helicóptero oficial usado indiscriminadamente pela família de Cabral em viagens particulares e relações nebulosas com empreiteiras, como a Delta de Fernando Cavendish, também vieram à tona, causando indignação da sociedade. 

Os protestos que sacodem o Rio de Janeiro desde junho são uma consequência clara, direta e objetiva do mau exemplo que vem da maior autoridade do Estado.

Brasil 247
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Cabral despe-se do papa com gargalhada, como se Francisco usasse guardanapo na cabeça

Sérgio Cabral Filho
Sem noção – Se há motivos que justifiquem a vergonha de ser brasileiro, um deles, possivelmente o único, é a classe política. 

No seleto grupo da decrepitude existencial aparece no começo da fila o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), que não tem massa cinzenta em quantidade suficiente para diferenciar alhos de bugalhos.

Acostumado aos desmandos e às fanfarrices, Cabral, que está em queda livre nas pesquisas de opinião, parece ter confundido o papa Francisco com o empresário Fernando Cavendish, dono da polêmica Delta Construção, seu parceiro de orgias comportamentais nas ruas de Paris.

Não bastasse sua reconhecida incompetência como governador de um dos mais importantes estados da federação, Sérgio Cabral tem demonstrado de forma inequívoca que o convívio com o poder lhe tomou as poucas nesgas de educação que ainda lhe restavam. 

Ao despedir-se do papa Francisco, na Base Aérea do Galeão, o governador fluminense deu uma gargalhada tão absurda, que os microfones dos veículos de comunicação que cobriam o evento registraram o som do seu comportamento galhofeiro.

Que Sérgio Cabral é um irresponsável desmedido todos sabem, mas os seguidos mandatos eletivos que conseguiu nas urnas lhe deram a sensação de que tudo é possível e permitido quando se está no poder. 

Pelo visto o Palácio Guanabara tem na chefia do cerimonial do governo algum daqueles conhecidos ratos de praia, cujo conhecimento tacanho é demais para um governador desse naipe, mas é preciso que alguém avise Cabral para não confundir o papa Francisco com o “Chicão” da borracharia da esquina.

Sérgio Cabral Filho é uma figura grotesca e decadente, que dorme e acorda pensando nos regabofes europeus patrocinados com o dinheiro da corrupção. 

Resta torcer para que essas cenas deploráveis não saiam tão facilmente da memória dos eleitores do Rio de Janeiro, que por conta da própria história merece alguém que no auge do destempero não saia às ruas com um guardanapo amarrado à cabeça.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Proibidos de investigar Sérgio Cabral e Eduardo Paes, policiais federais ameaçam vazar informações à imprensa

Federais em greve, mas atentos
O comentarista Mário Assis, sempre presente, envia mensagem mostrando que circula na internet a notícia de que a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) informou em seu site que a categoria recebeu “ordens superiores” para parar de investigar as ligações entre o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o governador do Estado, Sérgio Cabral, com a Delta Construções, empreiteira de Fernando Cavendish, que durante certo tempo foi concunhado de Cabral .

A categoria informa como fonte o Blog do deputado Anthony Garotinho, que tem denuncia a proteção da CPI a Cabral e Paes. “Se a CPI de fato não estender as investigações da Delta às administrações de Cabral e Paes, esse grupo de policiais federais vai começar a vazar as gravações para veículos de comunicação”, ameaçam.

“O trabalho já estava bastante adiantado quando ‘alguém muito poderoso’ pediu pra segurar tudo até passar a eleição”, completam.

A categoria, por meio de sua Federação Nacional, lembra ainda que Paes está disputando as eleições deste ano e, caso as investigações da PF venham a público, “terão um efeito devastador sobre a candidatura”.

Carlos Newton
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terça-feira, 9 de julho de 2013

Rio de Janeiro: Voo das babás afunda Cabral e liquida Pezão

O "Voo das Babás", um dos assuntos mais populares nas rodas de conversa do Rio de Janeiro, está mudando tudo na política do segundo Estado mais populoso do País. 

Acertado em cheio, a ponto de ter de dar as costas a jornalistas, encerrando abruptamente uma entrevista coletiva, sem resposta frente a denúncia de uso e abuso familiar do helicóptero do governo estadual para voos particulares, o governador Seer está paralisado. 

O tiro certeiro arrombou o casco da candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão, carregado por Cabral. Em quarto lugar nas pesquisas antes da descoberta do escândalo, agora é que Pezão dificilmente irá evitar um naufrágio prematuro.

O PMDB fluminense tenta entender os efeitos do que está acontecendo. As críticas ao comportamento de Cabral vem da próprio partido, no momento em que a legenda empreende um esforço de qualificação de seus quadros e aprofundamento de suas raízes populares. 

A candidatura de Pezão, que sofreu desde o início críticas do presidente regional da legenda, Jorge Piciani, tende a ser cada vez mais questionada. O que foi um consenso acertado a fórceps por Cabral está se esgarçando rapidamente.

O governador quer a volta do ex-presidente Lula ao cenário político, como candidato a presidente, para fazer valer a amizade com ele e tentar reerguer seu prestígio. Mas nem isso une o PMDB fluminense. E, ademais, ninguém sabe porque Lula irá querer carregar Cabral em lugar de navegar ao lado do senador Lindbergh Farias, em segundo lugar nas pesquisas, atrás do ex-governador Anthony Garotinho

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já avisou que não quer ser candidato a governador, determinado a cumprir seu mandato até a Olimpíada de 2016. 

Com isso, crescem as chances de o deputado federal Leonardo Picciani se tornar um nome que agrade as três principais correntes partidárias: a de seu pai, o presidente Jorge, a do prefeito e a do governador.

Jovem e preparado, Picciani pode iniciar uma corrida por fora com chances de avançar no decorrer da eleição, que ainda está longe O PMDB fluminense tem uma chance, e ela não passa mais por Cabral e Pezão.

Brasil 247
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

O PT não amarelou

O PT resolveu topar a parada, quer dizer, não ceder à pressão do governador Sérgio Cabral e do PMDB para que o senador Lindbergh Farias desista de concorrer ao governo do Rio de Janeiro. 

Pelo contrário, o partido dos companheiros dispõe-se a blindar o candidato, poupando-o do confronto direto com o governador, mas reafirmando sua disposição de disputar o palácio Guanabara. 

A decisão adotada pelo presidente do PT, Rui Falcão, certamente teve o apoio de Dilma e do Lula, que em nenhum momento vão ceder às ameaças de Cabral, mesmo se ele vier a bandear-se para a campanha de Aécio Neves, abandonando a reeleição da atual presidente.

Caso tivesse amarelado, o PT correria o risco de a moda fluminense pegar, ou seja, de outros governadores do PMDB exigirem a retirada de candidatos petistas ao governos locais. 

Tudo indica que em muitos estados serão montados dois palanques, ou até três ou mais, porque partidos da base oficial, como PSB, PTB e PDT também pretendem lançar seus candidatos.

A pergunta que se faz é o quanto esses embates poderão prejudicar a reeleição. A resposta por enquanto surge nebulosa, tendo em vista que a maioria do eleitorado inclina-se pelo segundo mandato de Dilma Rousseff sem maiores considerações com as disputas estaduais. O clima, no entanto, pode mudar.

Carlos Chagas
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

A bomba-relógio de Sérgio Cabral

Quarta-feira, na parte da manhã, o vice-presidente Michel Temer entrou no gabinete da presidente Dilma Rousseff e depositou na mesa de reuniões uma bomba-relógio com data e hora marcadas para explodir. 

O artefato havia sido montado na véspera, num jantar na casa de Temer, ao qual Dilma não compareceu, apesar de convidada. Ainda bem, porque na presença de diversos líderes do PMDB, poderia ter acontecido uma combustão espontânea.

A bomba-relógio tem nome: chama-se Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Ele pediu ao vice-presidente que levasse à presidente mensagem simples, apesar de curta e grossa. 

Caso não demovesse o senador Lindbergh Farias, do PT, de candidatar-se ao governo do Rio, ele, Sérgio Cabral, não apoiaria a reeleição dela, Dilma Rousseff. O governador quer o PT fluminense atrelado ao seu candidato, Luis Fernando Pezão, do PMDB.

Tempo há para uma solução, qualquer que venha a ser, mas o tic-tac da bomba pode ser ouvido em todo o palácio do Planalto. De que maneira Dilma poderá afastar o companheiro-senador? 

Nem o Lula desatará esse nó, porque o PT tem todo o direito de apresentar candidatos, assim como o PMDB e os demais partidos da base oficial. 

Um hipotético afastamento de Lindbergh desencadeará o estouro da boiada, ou seja, governadores dos partidos aliados exigirão o mesmo, sob pena de desembarcarem da reeleição. Um tornado que não deixaria o PT de pé, tanto faz se chamado pelo verdadeiro nome, que é chantagem.

Mas se Dilma cruzar os braços, não pressionando ninguém e deixando que candidatos petistas se apresentem em todos os estados? Pagaria para ver, numa rodada de fogo sensacional? Claro que muitos governadores sairiam da mesa, mas quantos outros apostariam suas fichas na exigência de um só candidato, por coincidência o deles?

Assim está o impasse, caso a imposição de Sérgio Cabral seja mesmo para valer. Parece que é, ainda que o governador tenha muito a perder, na hipótese de saltar do barco do segundo mandato. Fatalmente seria interrompido o fluxo de recursos federais para o Rio de Janeiro. Velhas dívidas poderiam ser cobradas.

Felizes e sorridentes estão Aécio Neves, Marina Silva e Eduardo Campos. Rejeitar a reeleição de Dilma é meio caminho andado para o governador ligar-se a um dos outros candidatos. Quem sabe até se anime a procurar Joaquim Barbosa?

COBRANÇA

A Caixa Econômica Federal não havia respondido, até ontem, à indagação do senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, a respeito de porque, na sexta-feira passada, mais de 100 milhões de reais foram subitamente destinados às suas agencias em todo o país. 

Esses recursos serviram para que o governo, sábado e domingo, honrasse os compromissos do bolsa-família, que mais de 900 mil assistidos pretenderam antecipar. Claro que por causa dos boatos de que o programa seria extinto. Só que tem um detalhe: os boatos surgiram apenas no sábado e no domingo.

Traduzindo: a Caixa Econômica Federal já sabia, antecipadamente, que precisaria mobilizar recursos extras para atender à corrida bancária dos apavorados 900 mil beneficiados do bolsa-família.

Estranho esse movimento prévio, especialmente para os tucanos, acusados de boateiros. Alguém mobilizou a Caixa Econômica Federal, e não foram eles.

É por aí que se desenvolvem as investigações da Polícia Federal, enquanto o ministro da Justiça imagina uma orquestração sem saber quem é o maestro, ao tempo em que o presidente do PT fala em terrorismo eleitoral. 

 Melhor aguardar o resultado das diligências, se é que chegarão a algum lugar. Só não dá para botar a culpa nas redes sociais, simples instrumentos na divulgação dos boatos…

EM NOME DOS BRANCOS 

A senadora Kátia Abreu é conhecida por suas posições conservadoras, mas esta semana botou o dedo numa ferida de vastas proporções, território por onde nenhum ambientalista ou defensor dos direitos dos índios e das minorias havia transitado: e os brancos?

Ela denunciou uma situação de terror porque passam os produtores rurais no interior do país, pressionados pelo ministério da Justiça, pelo CIME, a Funai e dezenas de ONGs que se dizem em favor da minoria indígena. 

 Conflitos são criados todos os dias para que os cidadãos de pele branca (ou negra) que cultivam a terra e alimentam a população sejam postos para fora de suas propriedades. 

Em nome de quê? Da miséria dos índios e do atraso, porque nas reservas indígenas proíbe-se a implantação de ferrovias, rodovias e tudo o que significa desenvolvimento. Na realidade, querem transformar tribos em nações, para um dia serem reconhecidas como países independentes. 

Seria necessário, primeiro, definir quem é índio, no Brasil. E saber se não querem os benefícios da civilização.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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